O que são aplicativos? Definição da desenvolvedora Usemobile

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Aplicativos móveis, também abreviados de “apps”, são softwares desenvolvidos exclusivamente para dispositivos móveis como celulares e tablets, gratuitos ou pagos. Eles se popularizaram a partir do primeiro smartphone, em 2007, com o sistema operacional iOS. Hoje já estão em outros dispositivos como smartTVs e vestíveis. O objetivo deles é disponibilizar funcionalidades de forma fácil e intuitiva.

Existem outras plataformas que possuem aplicativos, como os mencionados smartTV e wearables, porém este artigo irá focar nos aplicativos para celular. Os sistemas operacionais mais populares são o Android e iOS.

Por serem altamente funcionais e rentáveis, existem muitos empreendedores com intenção de inovar e criar novos apps para entrar no ranking dos aplicativos mais baixados.

No entanto, o processo de desenvolvimento de aplicativos móveis requer algumas atenções, principalmente na hora de pensar o escopo tecnológico pra ele. Nós achamos que é apenas criar um código e pronto, mas não é bem assim, pois há diferentes tipos de desenvolvimento de aplicativos, assunto que veremos abaixo.

Categorias de aplicativos

São inúmeras as possibilidades e funcionalidades para os aplicativos. Eles podem ser categorizados das seguintes formas:

Utilitários

São aqueles que resolvem um problema de forma rápida. Por isso, ficamos pouco tempo neles (pode conferir no seu relatório de uso). Me refiro a calculadora, bússola, calendário, lojas de apps e outros.

Serviços

Os aplicativos viraram pontes para alcançarmos serviços, dentre eles de mobilidade urbana como a Uber, prestação de serviços como o Sem Patrão, delivery e fretes, dentre outros.

Produtividade e finanças 

Organização é tudo que precisamos para alcançar objetivos, então precisamos dos apps que instruem na produtividade e finanças, desde aqueles que facilitam enxergar as tarefas do dia, metas a cumprir e o fluxo financeiro que estamos tendo em nossas carteiras.

Comércio

A aquisição de bens sempre foi algo presente pra nós, e claro que os aplicativos não ficariam de fora como meio para a compra. O m-commerce cresceu 60% em 2019, representando 46% do market share total do e-commerce, como destaca o portal Mobile Time.

Leia também: o impacto do coronavírus nos aplicativos.

Estilo de vida

Aqui já estão os aplicativos que incrementam o nosso jeitinho de ser. O Pinterest, embora também seja uma rede social, é um app famoso por trazer inspirações para os estilos de vida, seja no vestuário ou nos cômodos de nossas casas. Apps de relacionamento e de saúde também se encaixam aqui já que eles proporcionam também novas possibilidades.

Educativo

O ensino também se adaptou aos aplicativos para celular. Seja de forma lúdica ou em plataformas de videoconferência, a educação aparece de diversas formas. Um exemplo é o Kumon Audiobook, aplicativo que serviu como pontapé para a transformação digital do método Kumon e facilitou o acesso dos alunos ao ensino.

Entretenimento

Aposto que a maior parte do tempo no celular você gasta com redes sociais. Elas se encaixam na categoria de entretenimento uma vez que nos mantém engajados com uma batelada de conteúdo. Streaming de vídeo e áudio como Netflix e Spotify também se encaixam aqui.

Jogos

Embora os jogos sejam entretenimento também, eles entram numa outra categoria. Este é um dos segmentos de aplicativos mais populares. Conforme relatório da Sensor Tower, Among US foi o jogo mobile com mais volume de downloads no quarto trimestre de 2020, totalizando 166 milhões de instalações. Dos aplicativos com mais arrecadação, Pokémon Go entra no 4º lugar.

Informativo

Como o próprio nome já deixa explícito, essa categoria de aplicativos mobile são para informação. Encaixa neste segmento os apps de veículos e portais de notícias, tradutores, e-readers e afins.

Por que investir num app para celular?

Um estudo da App Annie, empresa que acompanha os aplicativos, nos conta que passamos cerca de 3,7 horas em nossos celulares durante 2019. Ligação já não é a principal função há muito tempo, então toda essa dedicação é aos aplicativos. Ou seja, ter um app é uma oportunidade rica para conseguir a atenção de clientes/usuários. 

Os aplicativos para celular são de fácil acesso aos usuários, suas notificações push conseguem atrair a atenção e conseguem nos acompanhar onde quer que estejamos. Afinal, somos rodeados por gadgets.

A rentabilidade é um atrativo, visto que o TikTok se posiciona com frequência como app mais baixado e também é a aplicação que mais recebeu dinheiro. Pode parecer que não, mas aplicativos gratuitos ganham dinheiro.

Saiba mais: monetização de aplicativos.

Como criar um aplicativo para celular?

Criar aplicativos não é só escrever os scripts e publicá-los nas lojas de apps. Muito antes de chegar nesse processo, precisamos de planejamento. Um aplicativo é um negócio, tanto que é necessário um CNPJ para publicar. Portanto, é necessária uma estratégia e visão de negócios para fazer com que o produto alavanque.

O primeiro passo é estruturar o business model canvas dele, apontando quais são as atividades do app, as parcerias, público-alvo, gastos, monetização do app, dentre outras informações pertinentes. Aqui o objetivo é encontrar uma maneira orgânica de fazer seu aplicativo se sustentar e ter um diferencial competitivo em relação à concorrência.

É importante ter bem definido qual é a forma de captação de dinheiro para que o aplicativo se sustente e até mesmo para iniciar a produção dele. No caso, pode ser através de investidores anjos, crowdfunding ou investir recursos próprios (dito bootstrapping).

Feito isso, o próximo passo é elaborar o escopo do aplicativo. Isto é, os requisitos e funcionalidades para que a proposta de valor dele seja entregue. 

Você vai precisar deste documento para entrar em contato com os desenvolvedores, sejam profissionais freelancer ou uma empresa especializada em desenvolvimento mobile

Daí em diante é só papo de desenvolvimento. 

Desenvolvimento de aplicativos para celular

Pois bem. É um tanto chocante saber que não é apenas um código e acabou, como dito antes. Cada sistema operacional tem lá as suas particularidades, e o código do aplicativo deve corresponder a elas. Isso quer dizer que um app para iPhone vai ter um código, para Android outro.

Isso é o que caracteriza os aplicativos nativos, aqueles criados exclusivamente para uma plataforma sob uma linguagem de programação específica.

Há também os aplicativos híbridos, cujos códigos, ao fim do desenvolvimento, são compilados e exportados para que sejam compatíveis tanto com o Android quanto o iOS.

Saiba mais: Dicionário da programação para não-programadores.

A diferença entre apps nativos e híbridos está nas possibilidades que cada um oferece, uma vez que os híbridos dependem de atualizações de frameworks para adicionar funcionalidades que são novidades, dentre outras coisas como diferenças no valor do desenvolvimento.

Criação de telas para aplicativos

Antes de abrir o IDE para codar, os desenvolvedores precisam saber qual o layout implementar e onde encaixar as funcionalidades do aplicativo. 

Para isso, contamos com os UI/UX designers. Eles são responsáveis não só pela criação das telas, mas também por pensar no melhor fluxo e experiência para os usuários. Grosso modo, esses profissionais irão pensar na usabilidade de forma que os usuários acessem todas as funcionalidades de forma fácil e intuitiva.

Lançar aplicativos

Essa é a parte mais esperada por todos: publicar os aplicativos nas lojas. Com o arquivo .apk pronto e testado, é necessário o acesso aos consoles das app stores para o upload. Mas não só, pois as boas práticas de divulgação devem ser acionadas para fazer com que de fato o aplicativo chegue aos celulares dos usuários.

O marketing é um aliado para o lançamento de aplicativos; e as boas práticas de otimização para as lojas de apps são fundamentais para que os usuários encontrem seu aplicativo diretamente na Play Store ou App Store.

Conclusão

Os aplicativos mobile, ou aplicativos para celular, são os softwares que nos acompanham em nossos celulares e outros dispositivos móveis como tablets. Mas não só: há espaço para eles também nos smartwatches, smartTVs e quaisquer outros dispositivos inteligentes.

Eles são excelentes meio de iniciar um negócio, pois eles podem servir de pontes entre soluções e os usuários que necessitam dela. Tal afirmação é visível pelo aumento no volume de aplicativos disponíveis na Play Store e App Store.

Desenvolvê-los exige multidisciplinaridades: design, experiência do usuário, diferentes dispositivos, especificidades dos sistemas operacionais (Android e iOS), linguagens de programação, testes de aplicativos e até mesmo o marketing para o lançamento.

Se você tiver interesse em ter um aplicativo e não sabe muito bem qual, recomendo a leitura do artigo com 5 ideias de aplicativos sob demanda.

Gostou do artigo? Sinta-se à vontade para me contar nos comentários a sua opinião ou dúvidas que não foram respondidas aqui.

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