Monetização de aplicativos: 5 modelos para gerar receita

Existem muitos objetivos e propósitos diferentes em mente durante o planejamento da criação de um aplicativo para dispositivos móveis, tal como: criar sua marca e base de público, adicionar outro canal de comunicação para alcançar os usuários, criar uma plataforma para promover sua empresa, ampliar seu modelo de negócios ou lucrar. Para isso será necessária a monetização de aplicativos, independentemente do objetivo do app!

Isso porque a geração de receita acontecerá mesmo quando uma empresa estiver utilizando um aplicativo apenas para criar sua base de público e crescer a marca, pois ela está abrindo caminho para melhorar seus números — o que eventualmente se traduz como “ganhar dinheiro”.

O que te leva ao fato de que, se você estiver planejando criar um aplicativo, é necessário saber como mirar e alcançar seu público. E isso exige que você saiba sobre modelos de negócios de monetização de aplicativos e como eles ajudam a tornar seu app em um investimento viável.

Veja os 5 principais modelos de monetização de aplicativos

1. Modelo pago

O aplicativo não é gratuito para download

Escolher um modelo pago significa estabelecer uma etiqueta de preço para o aplicativo. Portanto, o acesso ao app será liberado mediante confirmação de pagamento, se tratando de um modelo mais direto de monetização. Isto é, o retorno financeiro será mais evidente, se tratando de uma métrica para analisar o engajamento no seu app.

O segredo desse modelo de monetização é saber posicionar bem seu aplicativo para que ele possa ser percebido pelos usuários. Além disso, ele precisa estar bem apresentado nas lojas de apps através das capturas de tela e descrições atraentes, ícones instigantes e tudo mais que estiver relacionado com as técnicas de destaque.

Portanto, este modelo depende de boas críticas e classificações dos usuários para obter uma resposta mais favorável. Dessa forma, este modelo de monetização paga depende do marketing por trás do aplicativo, criando estratégias para atender às demandas dos usuários e de diferenciação da concorrência.

Um bom exemplo disso é o Enlight (vencedor do Apple Design Award de 2017), que se posicionou como o melhor aplicativo para imagens. Nele, os usuários podem transformar suas fotos em criações artísticas, oferecendo o mais alto nível de qualidade de edição de fotos com recursos poderosos. 

Essas funcionalidades fez com que o Enlight obtivesse uma ótima resposta na categoria de aplicativos pagos na App Store, mesmo com concorrências gratuitas.

Prós

  • Ganho de receita antecipado com cada download.
  • Apps pagos são encarados como de altíssima qualidade, portanto os usuários o verão como relevante.

Contra

  • A barreira do pagamento dificulta a aproximação dos usuários. Isso porque eles gostam de testar antes de tomar uma decisão.

2. Compras no aplicativo

A venda de produtos físicos ou virtuais dentro do aplicativo.

Nesse modelo, o aplicativo pode ser baixado gratuitamente e os usuários podem usar-lo o quanto quiserem sem nenhuma obrigação de pagamento, exceto na compra dos produtos. A venda pode ser utilizada para os recursos do próprio app ou lojas virtuais como  e-commerce ou marketplaces.

Leia também: 10 dicas para vender mais em aplicativos

O jogo Pokémon Go é um exemplo disso. O fluxo do usuário não sofre interferência em momento algum, pois o app não bloqueia nenhuma das suas ações e recursos. A compra só é realizada em caso de interesse do jogador, passando pela avaliação própria sobre a necessidade daquele recurso ou não.

Por outro lado, o Harry Potter: Hogwarts Mystery já interfere na jogatina. O aplicativo estabelece limite de ações dentro do jogo, requisitando pagamento para desbloquear mais ações e possibilidades.

Ambos os exemplos servem para ilustrar que existem diferentes formas de execução deste modelo de monetização de aplicativos.

Prós

  • As compras no aplicativo geram maior facilidade para obter lucros.
  • Este é o melhor modelo de monetização de aplicativos para os e-commerces e marketplaces.
  • Transparência quanto às políticas de compra no aplicativo, beneficiando a adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Contra

  • É necessário o pagamento de uma comissão às lojas de aplicativos pelos produtos virtuais.

3. Freemium (grátis + Premium)

Acesso livre a uma extensão

No modelo freemium, você faz a monetização do aplicativo misturando os recursos gratuitos e pagos, permitindo que os usuários acessem todos os recursos do app num dado período. Passado ele, o usuário precisará comprar o app para retomar o uso. 

Para executar isso com eficiência, você precisa mostrar aos usuários o valor do aplicativo para que a oferta premium atinja de maneira eficaz. A ideia é envolver o usuário até que ele esteja disposto a pagar pela versão integral, ampliada ou aprimorada do aplicativo.

Leia também: Como tirar sua startup do papel em 2019

A Netflix utiliza esse modelo de monetização. Para que o usuário experimente a plataforma, ela oferece um mês de serviço gratuito com acesso a todo o catálogo de filmes e seriados. Após o prazo, fica a cargo do usuário decidir se irá pagar pelo próximo mês de serviços ou se cancelará a plataforma. Além disso, ele poderá escolher qual tipo de plano usar.

Prós

  • Aumenta as chances de compra do acesso ao aplicativo.
  • Este modelo pode ser implantado em qualquer tipo de app.
  • Criar pacotes de serviços e ferramentas em diferentes níveis: básico, intermediário e avançado.

Contras

  • A taxa de rejeição do app pode ser alta se os recursos gratuitos não forem atrativos o suficiente.

4. Publicidade no aplicativo

Monetização de aplicativos com anúncios.

Este é o modelo de monetização de aplicativos que mais aparece nos aplicativos gratuitos. Com ele, os usuários verão anúncios durante o uso da aplicação, gerando receita a cada impressão da publicidade e os cliques.

Existem duas formas principais de exibição dos anúncios: surgem após um período dentro do app ou um banner no cabeçalho ou rodapé do layout. Existem jogos que usam a primeira opção, permitindo mais ações durante as partidas após 30 segundos de publicidade.

O Facebook se destaca com o uso deste modelo de monetização de aplicativos, pois a rede social usa os dados dos usuários para vender anúncios altamente segmentados, aumentando a receita vinda de anúncios. Afinal, a compatibilidade do usuário com a publicidade aumenta as chances de cliques.

Prós

  • Aplicativos gratuitos são mais atrativos para os usuários, portanto mais pessoas utilizarão o app e, consequentemente, a impressão e cliques nos anúncios será maior.
  • Assim como no Facebook, a segmentação dos anúncios é privilegiada a partir dos dados fornecidos pelos usuários. Vale a pena ressaltar que esse tratamento de informação deve ser transparente, estando em consonância com a LGPD.

Contras

  • Os usuários podem ficar irritados com anúncios interrompendo seus fluxos, comprometendo a experiência do usuário e aumentando a probabilidade de desistência de usar o aplicativo.

Leia também: O que considerar na hora de terceirizar o desenvolvimento de aplicativos?

5. Paywalls

Monetização de aplicativos com assinaturas

As paywalls são bastante semelhantes com o modelo freemium, porém é utilizado para conteúdos. Este modelo permite que os usuários acessem uma parte do conteúdo gratuitamente até certo ponto, solicitando a inscrição e pagamento para obter acesso total ao conteúdo. 

Este é o melhor para os serviços que planejam oferecer feed de informações ao vivo, bem como jornais e revistas. No entanto, pode levar algum tempo até ganhar popularidade e confiança no conteúdo. Por isso, a qualidade deve se manter em alta, uma vez que os clientes irão prezar por bons conteúdos ao pagar por eles. Se os gratuitos forem bons, subentende-se que os pagos serão melhores ainda.

Prós

  • O modelo resulta em um fluxo contínuo de receita, já que as assinaturas geralmente são renovadas automaticamente e os assinantes têm maior probabilidade de fidelização e engajamento com o aplicativo.
  • O conteúdo incentiva a produção de conteúdo de alta qualidade e que valha a pena pagar.

Contras

  • Pode ser difícil determinar quando e onde colocar um Paywall.
  • O engajamento no app pode ser prejudicado pela necessidade de pagamento. Este cenário pode reverter quando instaurada a popularidade e relevância do conteúdo.

Como identificar qual modelo é mais adequado para seu aplicativo:

Enquanto você escolhe qual modelo de monetização utilizar no seu app, questione:

  • Qual problema seu aplicativo está se concentrando para resolver?
  • Que tipo de usuários seu aplicativo deseja atrair?
  • O quanto o usuário do seu aplicativo está disposto a pagar?
  • Qual modelo de monetização de aplicativos seus concorrentes estão seguindo?
  • Quais são as tendências mais recentes na monetização de aplicativos?

Vale a pena ressaltar que não é obrigatório o uso de um único modelo, sendo possível realizar a combinação entre eles, bem como os paywalls e anúncios, o qual as páginas gratuitas virão com ads e as pagas não. Por isso que o estudo da concorrência e dos usuários é tão importante na hora de escolher o modelo adequado.

Qual modelo de monetização você escolheu para o seu aplicativo? Conta para a gente nos comentários!


  • Marketeam
  • Equipe de Marketing
  • Ninguém jamais deveria levar o crédito pelo trabalho de outras pessoas! Certos artigos aqui na Usemobile são criados de forma tão colaborativa que é impossível atribuir-lo a uma só pessoa. Por isso, este artigo é do time que joga na linha de frente, o Marketeam.

5 comentários no post “Monetização de aplicativos: 5 modelos para gerar receita

    1. Olá, Leilane. Que bom que gostou! Fique à vontade para explorar mais dos nossos conteúdos. Agradecemos pela sua dica!!

  1. Olá, gostei da matéria, muito bom
    Tenho ideia de um app, mas quero desenvolver com as minhas mãos só que não sei como começar e gostaria de ajuda e mais dicas.

    1. Olá, Fernando! Acho muito legal a iniciativa de querer desenvolver por conta própria! Vou separar pra você alguns conteúdos do blog que possam te ajudar, mas como temos muito artigo no tema, é mais interessante você explorar tudo 😉

    2. Como criar um aplicativo? Aprenda em 13 passos
    3. Conheça as etapas do desenvolvimento de um aplicativo
    4. Metodologia Scrum para desenvolvimento de aplicativos
    5. Quais são as linguagens de programação de aplicativos?
    6. Aplicativo nativo, web App ou aplicativo híbrido?
    7. O que é e como identificar a persona ideal para o meu aplicativo?
    8. 7 aplicativos para você aprender a programar
    9. Ufa! A lista é grande e eu ainda teria o que indicar, haha. Nós infelizmente não possuímos cursos, então te indico também três plataformas de cursos muito legais pra você conferir:

    10. Coursera
    11. Udemy
    12. Hotmart
    13. Todos os três tem aplicativos e suas versões web. E se você quiser ler bons materiais sobre assuntos do seu interesse, conte com o Medium, também com versão web e app. Bons estudos!

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