O que é marketplace? Entenda as vantagens deste negócio

Não é uma novidade que a inclusão digital está cada dia mais presente no cotidiano do brasileiro. Os dispositivos com internet ofereceram uma nova lógica para as atividades do dia-a-dia, alterando também o comércio e as relações interpessoais. Ao invés de perambular em diferentes lojas para encontrar o produto e o preço ideal, os marketplaces reúnem tudo numa tela só. 

Segundo o Compre&Confie, 23% das vendas online aumentaram em 2019. Mas não só de produtos vive o Marketplace. Serviços como produção de conteúdo, consultorias jurídicas, marketing digital, e até mesmo construção civil, podem ser solicitados através dessas plataformas. Continue lendo este artigo para entender o que é marketplace e as suas vantagens.

Quais as vantagens de ter um Marketplace?

Os marketplaces reúnem pessoas com o mesmo objetivo, ou pelo menos parecidos. Sendo assim, a probabilidade de ter sucesso numa venda e fechar um negócio é muito maior, por exemplo, se tratando de uma das vantagens do marketplace. Vamos conhecer outras:

Facilidade

Desde o momento da pesquisa até a finalização das atividades são realizados por intermédio de uma plataforma. Isto é, oferecer uma vitrine relevante, a coleta de dados, o pagamento, a comunicação, a entrega, entre outros, são realizados a partir da mediação da plataforma e suas parceiras. Assim, resta ao anunciante, comprador ou prestador de serviços apenas interagir com o site ou o aplicativo do marketplace.

Leia também: Como criar um aplicativo

Ainda que pareça contra-intuitivo, se responsabilizar por essas tarefas é uma vantagem para o proprietário da plataforma. Afinal, essa é uma das formas de monetização dos marketplaces. A arrecadação é parte do planejamento para criar uma plataforma do segmento. 

Transparência

Exatamente porque todos os processos são digitais que a transparência marca presença. Afinal, ter tudo registrado facilita o acompanhamento das atividades, além de permitir a análise de métricas e gerar relatórios.

Ademais, as avaliações também compõe a transparência. Esse recurso traz segurança para os usuários, uma vez que é possível consultar o que outras pessoas já atestaram sobre aquele produto, loja, serviço e afins. Ninguém está disposto à enfrentar adversidades, nem os usuários e nem o proprietário do marketplace. 

Economia

Algumas burocracias não fazem parte da lógica do mercado digital. Aluguel, contas de energia e de água, e outros, não serão preocupações do marketplace. Isso não quer dizer que não haverão gastos, porém algumas dores de cabeça não serão uma questão.

Oportunidade e visibilidade

Em todas as áreas de atuação haverá um nome de grande destaque. Existem marcas específicas que surgem na mente quando pensamos em refrigerante ou palha de aço, por exemplo. Sendo assim, marcas e pessoas menos conhecidas podem ter dificuldade de se destacar em meio de tantas opções de renome. 

Ter e estar num marketplace pode sanar este problema. Isso porque todos os produtos e serviços anunciados estarão na vitrine do marketplace. Por isso também que é interessante criar uma plataforma para funcionar dentro de uma região específica. Isto é, trazer relevância e oportunidade para produtos e serviços desconhecidos. O surgimento desses relacionamentos é imprescindível para o networking, seja do proprietário ou do anunciante.

E as desvantagens?

A desvantagem surgem a partir da competição. Afinal, são várias pessoas divulgando a mesma coisa por preços diferentes, e nem sempre isso é uma vantagem. Tudo irá depender da região onde se está e quantos concorrentes existem. Dessa forma, as estratégias devem estar sempre bem alinhadas para conseguir se destacar, conquistar novas vendas e clientes fiéis.

O Marketplace está em ascensão no Brasil

Como é possível o marketplace evoluir durante um período de alto índice de desemprego? Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 12,8 milhões de brasileiros estão desempregados. Entretanto, a estabilização da inflação e a redução das taxas de juros fomentaram o consumo.

Isto é, os preços dos produtos não vêm sofrendo alterações repentinas e o valor dos parcelamentos não estão exacerbados. Nessa perspectiva, os brasileiros puderam realizar 76,5 milhões de pedidos em marketplaces no primeiro semestre deste ano, segundo o Neotrust ― relatório produzido pelo Compre&Confie em parceria com a E-commerce Brasil. 

Dentro desse número, 19,7 milhões de pessoas realizaram no mínimo uma compra em 2019. 

As vendas tiveram um aumento de 16% em comparação com a primeira metade de 2018. Em média, cada consumidor gastou R$1.327 neste ano — totalizando 5 compras — ainda de acordo com o relatório de e-commerce no país.

Entretanto, esses números partem das compras online dos brasileiros e nem todo comércio online se trata de um marketplace. Existem singelas diferenças entre este modelo de negócios e o e-commerce, como veremos a seguir:

Marketplace vs. e-commerce

Partindo pela etimologia, marketplace significa “lugar de mercado” numa tradução literal. Os shoppings centers são exemplos de marketplaces físicos, pois eles agrupam várias lojas e serviços num só ambiente. 

Entretanto, apesar de compartilhar a forma de negociação, as lojas virtuais não funcionam com a lógica de agregar várias marcas diferentes num só espaço. Em outras palavras, o e-commerce é individual, vendendo produtos de uma só marca num determinado site. Ou seja, a relação entre o anunciante e o comprador não acontece por um intermediador, se tratando de algo mais direto. 

Marketplaces famosos no Brasil

Considerando que este modelo de negócio começou a aparecer no país em 2012, muitos outros surgiram com o decorrer do tempo, como os nomes a seguir:

Amazon

Criada em 1994 por Jeff Bezos, a Amazon se tornou um dos principais marketplaces dos Estados Unidos e ganhou destaque no mundo como a maior na área. A empresa chegou tímida no Brasil em 2012, vendendo apenas livros. Já hoje, o portfólio ampliou para 24 categorias de produtos.

Airbnb

A Airbnb vem como uma opção extra para os viajantes. Ao invés de procurar um hotel, casas e/ou quartos podem ser alugados por um determinado período de tempo. Em atuação desde 2008, o objetivo da Airbnb é tornar as viagens “saudáveis, autênticas, diversificadas, inclusivas e sustentáveis”, segundo a própria empresa.

Mercado Livre

Presente no mercado desde 1999, o Mercado Livre se tornou um dos maiores marketplaces de vendas em atuação no Brasil. De acordo com o ComScore, o Mercado Livre foi o 5º site mais acessado no país brasileiro. Surgida na Argentina — e operante em 18 países —, a empresa oferece um amplo catálogo, variando de veículos até artigos de decoração. 

Uber

O aplicativo de mobilidade urbana surgiu a partir de uma dificuldade de conseguir transporte público ou táxi. Assim, o objetivo da Uber é facilitar o deslocamento com apenas poucos toques na tela de um celular. Fundada em São Francisco, Estados Unidos, a empresa já se estabeleceu em mais de 700 cidades em todo o mundo.

Leia também: Como abrir um aplicativo tipo Uber na minha cidade

Zoom

Além de reunir diversas ofertas num só site, o Zoom também se preocupa em ajudar o consumidor a fazer a melhor escolha através do comparativo de preços. O marketplace conta também com um blog informativo sobre cada uma das categorias de produtos, realizando reviews, tutoriais, noticias e outros conteúdos que possam ser úteis aos consumidores.

iFood

O iFood é o marketplace de serviços que está em contínua ascensão no Brasil. Criada a partir do grupo Movile, a empresa conecta restaurantes com a fome de seus usuários, realizando serviço de entrega de alimentos. A plataforma também é conhecida por oferecer cupons de desconto para os pedidos.

Quais os tipos de Marketplace?

Todos os exemplos anteriores desempenham funções diferentes. Enquanto o Zoom coloca um consumidor em contato com uma empresa, se configurando num modelo B2C, o Mercado Livre coloca um consumidor em contato com outro. 

Mas o C2C não é a único modelo desta empresa, pois também é possível adquirir produtos de uma loja e não de um outro consumidor. Já o OLX, por exemplo, é exclusivamente de consumidor para consumidor. Portanto, existem diferentes tipos de Marketplace:

  • B2B: empresa para empresa
  • B2C: empresa para consumidor
  • C2C: consumidor para consumidor
  • B2B2C: empresa para empresa com foco no consumidor
  • G2C: governo para consumidor
  • G2B: governo para empresa

Ainda existe muita informação no universo do marketplace. Quer entender um pouco mais? Continue lendo sobre o assunto:

Marketplace B2C: como abrir um aplicativo de entrega?


  • Taysa Bocard
  • Analista de marketing
  • O interesse pela tecnologia e desejo por conhecimentos variados sempre fizeram parte de mim, isso desde a infância. Esse desejo pueril refletiu no meu cotidiano: sou jornalista engajada nas "techs". Porém, a busca pelos saberes não é a parte mais gratificante da minha atuação. Na verdade, o que mais me empolga é passar as informações para frente.

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