Product Market Fit: garanta maior sucesso do seu produto

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Para criar um novo serviço ou produto é preciso respondermos qual será a aceitação do público com a nova proposta. Essa é uma preocupação bastante plausível uma vez que criamos soluções para que outras pessoas utilizem. Para resolver este problema,o product market fit vêm como solução para que façamos uma avaliação cautelosa. 

Ele serve como régua medidora para nos assegurar e trazer mais tranquilidade. Essa é uma competência importante de se ter definida para uma gestão eficiente de produtos de software.

Vamos seguir na leitura para entender mais desse assunto!

O que é Product Market Fit?

O product market fit é a régua indicadora do quanto um produto está se encaixando no mercado, correspondendo ao segmento o qual foi designado, ao público, precificação, linguagem, dentre outros fatores que influenciam nessa avaliação. Quanto maior essa compatibilidade de expectativas e a realidade, maiores os benefícios, pois mostra que o produto tem mais chances de ser competitivo no mercado.

Este é um conceito criado por Marc Andreessen, investidor por trás da venture capital Andreeesen Horowitz. O contexto o qual o criador está inserido é coerente com a proposta do Product Market Fit uma vez que os investidores precisam avaliar com maior acurácia os riscos e seguranças dos produtos que escolhem impulsionar.

Portanto, se trata de uma avaliação exclusivamente sobre mercado, mas que gera insights que irradiam para o planejamento estratégico, de marketing, de produto, design e desenvolvimento, sobretudo quando se tratam de produtos de softwares.

A importância de product market fit para produtos de software

Uma variável muito importante para o desenvolvimento de produtos de software é o tempo. Mesmo simples fluxos podem tomar um longo prazo para serem construídos, seja pelo processo decisório de como fazer esse fluxo, seja pelo nível de habilidade que os designers e desenvolvedores possuem para planejarem e executarem a tarefa.

Chega num dado momento do processo que as decisões são definitivas e difíceis de mudar a rota. E, para fazer essa mudança, um grande esforço é necessário. 

Um exemplo disso é um produto que começou como um monólito, servindo para atender apenas a uma empresa. Imagine que a gestão deste produto percebeu o potencial para vender essa solução. Para levar a solução até outras empresas, o back-end precisará passar por um novo processo para incluir outras empresas, provavelmente quebrando o monólito em microsserviços.

Sem dúvidas, todo esse processo levará um bom tempo, especialmente se houver a necessidade de refatorar ou refazer o código.

Enfim, trouxe este exemplo para mostrar o quanto uma decisão reflete diretamente no tempo dedicado para um produto de software.

Por isso, é fundamental que a compatibilidade do produto esteja adequada ao mercado para que não seja necessário rever decisões necessárias. Isso não significa que produtos e planejamentos devem ser a prova de erros, e sim que tudo deve ser bastante minucioso e com a intenção de reduzir o máximo possível de danos ou imprevistos.

Ou seja, um bom product market fit aumenta a previsibilidade para um produto de software.

Tudo isso impacta diretamente na:

  • Redução de danos
  • Engajamento e fidelização de clientes
  • Maior market share

Como montar o Product Market Fit?

Ainda que o processo de identificação do product market fit seja trabalhoso, suas etapas são relativamente simples. Levantadas as informações necessárias, basta articulá-las e documentá-las. 

Para alcançar o resultado esperado é necessário passarmos pelos quatro principais pilares, também chamados de pirâmide do product market fit, que se resumem a:

Público-alvo

A parte mais importante do é justamente o público-alvo, isso porque todas as soluções pensadas são para atender alguém. Com este grupo bem traçado, as chances de planejar e desenvolver um produto com maiores chances de sucesso são altas.

Tudo que fazemos são sobre pessoas e para pessoas, mesmo que elas sejam nós. Por isso, o pensamento do product market fit deve ser people driven.

Para essa etapa, recomendo fortemente que a regionalidade deva ser levada em consideração!

O Startbucks é uma marca referência em café e o público australiano é altamente aderente à bebida energética. No entanto, a estratégia go-to-market do Starbucks foi um fracasso, pois não foi levado em consideração que os australianos têm preferência por café Flat White ou Macchiato australiano ao invés das propostas da companhia norte-americana.

Necessidade ou problema detectado

As necessidades e problemas são coisas vividas pelas pessoas. Logo, este ponto será entendido à medida que as entrevistas e investigações forem acontecendo. Ou seja, mais uma vez “pessoas” aparecendo como destaque.

Contudo, mais do que entender sobre o como o público vive essas questões, é interessante que sejam investigadas as causas, os porquês, implicações e demais pormenores para que sejam cerceadas todas as questões plausíveis.

A partir disso será mais fácil de entender os impactos que a sua nova solução trará para este ambiente, quais as estratégias a tomar para que o produto se torne viável, dentre outros.

Proposta de valor

A partir do momento que se tem uma compreensão do público, e também dos pormenores das necessidades e problemas enfrentados por ele, chega-se o momento de analisar as oportunidades e elaborar a proposta de valor. Isto é, o que seu produto irá cumprir, qual o valor que ele irá representar para o público.

A lógica é um pouco semelhante ao branding, o qual as marcas posicionam seus valores, identidades e causas e atraem pessoas a partir do que elas representam. Essa, inclusive, é uma pergunta a se fazer.

Para ajudar nessa definição, é interessante se apoiar na lógica do Golden Circle, tema do tópico dos frameworks e ferramentas para o product market fit.

Funcionalidades

Enquanto a proposta de valor se trata de um conceito, as funcionalidades são o pensamento na ordem prática. O que literalmente o produto irá fazer? O que ele impedirá de ser feito? Como ele deveria ser utilizado?

Essas são questões que um product owner se faz ao escrever as histórias dos usuários.

Experiência do usuário

Mais do que nunca, a discussão acerca da experiência para os usuários tem sido cada vez mais próxima, independente do segmento. Seja para fazer uma nova proposta de cadeira ou de aplicativo, a forma a qual o usuário utilizará este produto deve ser levado em consideração para que seja construída uma experiência positiva.

A partir da UX que clientes são fidelizados e se tornam advogados da sua marca, isto é, fiéis. E a melhor estratégia de vendarketing que existe é a indicação. 

Como validar o product market fit?

A conclusão total para compreender se seu produto tem ou não fit com o mercado acontece após o lançamento dele, quando já passou por uma rodada de testes para que algumas métricas sejam analisadas.

No entanto, este processo pode começar logo na etapa da elaboração do produto:

Antes do lançamento do produto no mercado:

Pesquisa de mercado

Com análises de concorrência, entendendo o que eles oferecem no mercado e como são percebidos pelos clientes é uma forma de validar se a proposta de valor para o seu produto está coerente e condizente com o que é percebido no mercado. 

O melhor termômetro do mercado é ele próprio, por isso, tenha bastante atenção e analise minuciosamente os concorrentes, compreendendo suas estratégias de negócios, regras de negócio, bem como as funcionalidades. 

A melhor forma de exercitar o product market fit é conferir se a concorrência corresponde ao que tem sido entendido como o ideal para a realidade dos clientes.

Mínimo produto viável (MVP)

Os produtos mínimos viáveis servem justamente para fazer uma validação prévia antes do lançamento definitivo no mercado. Com o mínimo de funcionalidades, o produto já pode rodar nas mãos de usuários reais para que a sua proposta de valor seja validada.

Essa é a chance de realizar modificações para que seja ofertada no mercado uma solução mais completa e com maior fit.

Para este momento, é recomendável realizar testes controlados e, se possível, dentro da própria empresa que estiver criando o produto, se for o caso. No entanto, usuários externos ao processo são extremamente relevantes também por não serem enviesados pelos interesses organizacionais.

Após o lançamento do produto no mercado:

Pesquisa qualitativa

Esse é o tipo de pesquisa voltada para compreender questões subjetivas, isto é, opiniões, sentimentos, sensações e afins. O questionário geralmente possui perguntas abertas para que as pessoas respondam livremente conforme seus julgamentos. Neste momento, os pesquisadores devem tomar todo o cuidado para não enviesar as respostas.

Dito isso, a pesquisa qualitativa é uma excelente ferramenta para entender se o produto corresponde às expectativas das pessoas e do mercado — além de também oferecer a oportunidade de colher feedbacks que servirão de insights para novas propostas para o produto e agregar ao roadmap.

Indicadores e métricas

Uma vez lançado, alguns indicadores de performance e métricas são coletados, sobretudo produtos digitais como aplicativos.

Seja através do Firebase, Google Analytics, mapas de calor ou ferramentas exclusivas para ASO, é possível acompanhar o desempenho dos produtos. 

Para isso, ter um plano de mensuração é uma das principais coisas a se fazer para escolher corretamente os KPIs e métricas para validar o produto no mercado.

Frameworks e ferramentas para product market fit

Como este é um assunto em discussão desde 2007, muitas metodologias, discussões e jeitos de fazer já surgiram para complementar e agregar ao product market fit. Então, para facilitar o seu caminho, deixarei algumas indicações: 

Use o mapa da empatia

Uma vez que é indispensável a compreensão sobre os usuários do produto, o mapa de empatia serve para investigar nuances do público-alvo através dos seguintes pilares:

  • O que essa pessoa ou grupo pensa e sente? Princípios, aspirações, ideologias
  • O que essa pessoa ou grupo escuta? Quem elas aceitam conselhos, quem as influencia;
  • O que essa pessoa ou grupo vê? Suas percepções sobre os ambientes profissionais, o meio ambiente, os lugares que ocupa;
  • O que essa pessoa ou grupo fala e faz? Seus comportamentos rotineiros, o que a imaginamos fazendo e falando;
  • O que essa pessoa ou grupo tem de dores? Suas frustrações, necessidades e motivos para ansiedades;
  • O que essa pessoa ou grupo ganha? O que possui de vontades, desejos e sonhos.

Entendidos esses pontos, é mais fácil elaborar a proposta de valor para que o produto esteja mais próximo da expectativa mercadológica.

Análise SWOT

Esse já é um método voltado para o próprio produto. Com a matriz SWOT são investigadas as fraquezas, fortalezas, oportunidades e ameaças do seu produto. 

Reprodução: Agendor

Este método permite analisar o contexto e o como seu produto está se posicionando. É uma análise de via dupla, vendo a influência externa para a interna – e o contrário também.

Golden Circle

O círculo de ouro é uma metodologia geralmente utilizada para a elaboração de pitch de vendas. Ela consiste em definir o:

  • Porquê: qual é o propósito, a missão a ser cumprida
  • Como: por qual meio será realizado? Qual será o diferencial?
  • O que: qual é a empresa, o produto ou atividade que cumprirá com estes fatores acima?
Reprodução: Sebrea

Durante os pitchs, o porquê é apresentado primeiro, em seguida o como e, por fim, o que. Esse é um jeito de tornar a argumentação mais atrativa e persuasiva.

No que tange o product market fit, conseguir elaborar um golden circle significa um bom caminho para o produto uma vez que os propósitos e os meios estão definidos.

Com essas dicas e informações em mãos, fica mais fácil para definir o product market fit do seu produto. Se houver alguma informação que gostaria de saber mais, fique a vontade para deixar nos comentários abaixo.

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