Impactos do coronavírus nos aplicativos

O novo coronavírus (Covid-19) saiu do nível de epidemia e passou a ser classificado como uma pandemia global pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Dessa forma, vários países decretaram medidas preventivas e de combate à propagação do vírus, como cuidados básicos de saúde como a higiene, cancelamento de aulas das redes públicas e particulares, além das orientações de distanciamento social até que a situação esteja controlada.

Uma das principais medidas para o controle da pandemia tem sido evitar sair de casa. Sendo assim, grandes aglomerações, viagens sem cunho urgente e diversos eventos precisaram ser cancelados ou adiados. Desde o início do surto na província de Hubei, na China, esse processo tem demonstrado suas consequências ao redor do mundo.

Dentre essas consequências, encontramos os impactos do coronavírus nos aplicativos, pois tomou proporções globais, gerando aumento e diminuição do uso de alguns dos softwares para mobiles. Os ligados ao setor da saúde tem mostrado potencial para aumentar, fomentando o desenvolvimento de aplicativos federais, como o app do SUS e outros de telemedicina.

Por outro lado, com as orientações de isolamento social, motoristas de aplicativos tipo Uber têm ficado sem viagens; enquanto que os entregadores dos apps de delivery tem ganhado cada vez mais demandas. Continue lendo para entender os impactos do coronavírus nos aplicativos.

Aplicativos de delivery e corridas são os mais afetados

A tensão quanto o contágio da doença, e as orientações de isolamento social, tem gerado grande impacto no uso de aplicativos de mobilidade urbana. O curioso é o movimento controverso que os apps estão fazendo, pois o de segmento de delivery tem aumentado já que a orientação é ficar em casa; enquanto que os tipo Uber segue no sentido contrário, pelo mesmo motivo. 

No entanto, o decreto do governo federal nº10.282 publicado na última sexta-feira, 20, determina que aplicativos tipo Uber são essenciais e indispensáveis para “o atendimento das necessidade inadiáveis da comunidade”. O app de entregas Rappi informou que sua demanda de entregas triplicou. Já o Uber Eats e iFood disseram não ter dados, pois há dificuldades em mensurar os impactos do coronavírus nos aplicativos.

Aplicativos de mensagem instantânea e vídeo apresentam alta

Durante a pandemia, o uso global do Whatsapp aumentou 40%. De acordo com estudo da Kantar, os países que estão em fase inicial do coronavírus apresentam 27% de aumento, enquanto que os em fase intermediária e final tiveram um aumento de 41% e 51%, respectivamente. Vale a pena ressaltar que este aplicativo sempre esteve no topo dos apps mais baixados durante 2019, segundo levantamentos da Sensor Tower.

Os usuários que adicionaram o tempo extra no uso do app de mensagens são os jovens entre 18 e 34 anos. Essa mesma faixa etária é responsável pelo aumento de 40% do Facebook e Instagram. O Facebook informa também que houve um crescimento de 1000% no uso da plataforma para vídeo-conferências.

Além disso, muitas marcas e influenciadores digitais têm usufruído das lives no Instagram para oferecer entretenimento para seus públicos, bem como organização de festivais musicais para serem transmitidos ao vivo.

As demandas de vídeo-conferências trouxeram um aumento de 78% na renda da plataforma Zoom. A empresa saiu de faturamento de 105,8 milhões de dólares para 188,3 milhões, totalizando 81.900 usuários.

Download de jogos mobile crescem

Além do sucesso que precede o Covid-19, os downloads de games mobile apresentaram um crescimento de 80% após a pandemia. A Coréia do Sul é um país que se destaca no download de games mobile, passando de 15 milhões de jogos baixados, segundo dados da App Annie. O jogo Slap Kings se mostra como o favorito entre os países França, Alemanha, Itália, Reino Unido e Estados Unidos.

Vôos comerciais abrem espaço para aplicativos aéreos

Devido aos lockdowns, muitas empresas de aviação precisaram diminuir e pausar suas atividades para evitar o contágio por Covid-19. No entanto, somente as empresas de vôos comerciais apresentam esse déficit de atividades, visto que vôos particulares cresceram 69% através do aplicativo Flapper

O CEO, Paul Malicki, assegura que o risco de contrair coronavírus num dos vôos particulares é menor do que nos comerciais. Ademais, o aplicativo segue as recomendações da OMS de prevenção contra o coronavírus.

Pandemia fomenta soluções de telemedicina

Governo brasileiro desenvolve aplicativo de telemedicina

O Ministério da Saúde lançou no dia 13 de março um aplicativo que oferece informações sobre a doença da nova pandemia, o Coronavírus-SUS. A plataforma digital reúne informações oficiais e orientações sobre os sintomas, indicando quando é necessário ir a hospitais.

De acordo o Ministério da Saúde, o app tem como objetivo conscientizar a população à cerca da doença e seus sintomas. Ao entrar no aplicativo, o usuário responde um formulário de autoexame com o título “Como está sua saúde nesse momento?”, verificando, assim, uma possível contaminação do vírus. Além disso, o aplicativo conta com um mapa indicando as unidades de saúde e com uma seção de notícias para combater as fake-news sobre a doença.

Essa iniciativa do governo está totalmente alinhada com as tendências da telemedicina. E o resultado foi imediato: em poucos dias, foram feitos mais de 500 mil downloads, ficando em 7º lugar dos aplicativos mais baixados.

O app do SUS está disponível tanto para Android quanto para iOS.

Compartilhando com nosso vizinhos

O governo federal resolveu abrir o código fonte do aplicativo de combate e prevenção do coronavírus a fim de contribuir com o esforço mundial de controle da pandemia.

As equipes da Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia, em conjunto com o departamento de tecnologia do Ministério da Saúde, decodificaram o pacote de dados do app brasileiro sobre o coronavírus. O governo já repassou os dados e a documentação para implantação ao Panamá, Equador e Argentina — os primeiros a solicitarem o conteúdo.

Bot no whatsapp

Um bot para WhatsApp foi criado voluntariamente para ajudar. Murilo Gazzola, mestre em Ciências da Matemática Pela USP, desenvolveu uma ferramenta no WhatsApp para ajudar a identificação da doença. Este se assemelha ao aplicativo e, através de mensagens, ele ajuda a saber se existe a possibilidade de você ter contraído a doença.

O que os especialistas estão dizendo?

O pneumologista Elie Fiss, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, e Evaldo Stanislau, médico infectologista do Hospital das Clínicas e consultor da OMS na montagem de protocolos, elogiaram a iniciativa do app do Ministério, mas veem ressalvas no bot do WhatsApp

Para os especialistas, o robô funciona de modo rudimentar e poderia causar pânico. Por outro lado, recomendam o uso do aplicativo do SUS que também possui o mesmo objetivo do bot.

Aplicativos de rastreio do Covid-19

O aplicativo da indiana Appinventiv rastreia os usuários portadores do novo coronavírus. Aqueles que tiveram resultados positivos do Covid-19, e se cadastraram no sistema do app são rastreados e monitorados pelas autoridades de saúde pelo ID do dispositivo. As orientações geográficas dos dispositivos serão armazenadas no ID e tem pleno acesso das autoridades.

Por via bluetooth, com os dispositivos móveis transformados em beacons, usuários não infectados recebem alertas quando estão próximos de portadores do vírus — ou outros perfis de alto risco. A depender do caso e riscos, esses mesmos usuários serão aconselhados ao isolamento pelo aplicativo.

O fluxo dos usuários no app se dá da seguinte maneira:

  • Usuários cadastram suas informações pessoais;
  • Acrescentam dados sobre seus veículos automotores;
  • Passam por avaliação de portabilidade do Covid-19, processo semelhante ao app do SUS;
  • Passam por avaliação de antecedentes;
  • Dá-se início ao rastreamento e geração de diário de viagens, recurso que irá planejar as rotas seguras para trafegar.

O objetivo é reduzir a transmissão do novo coronavírus e auxiliar as autoridades no combate à pandemia, especialmente devido ao cenário de baixa disponibilidade de testes e gravidade da doença.

Conclusão

Os impactos do coronavírus nos aplicativos podem levá-los ao pico e ao déficit. Os que exigem contato presencial entre os usuários têm apontado para um cenário de queda a fim de reduzir o contágio da doença. Por outro lado, é esperado que aplicativos de entretenimento e redes sociais possam apresentar grandes aumentos em razão do isolamento social.

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2 comentários no post “Impactos do coronavírus nos aplicativos

  1. Bem interessante o post, parabéns!!
    Verificaram sobre.os apps de mensageira e video chamadas como estão? Tive curiosidade.
    E com essa maior demanda nos apps de delivery, estão conseguindo atender a todos da melhor forma ou tendo problemas?

    1. Olá! Que bom que gostou do artigo! Suas perguntas foram tão relevantes que até atualizamos o conteúdo para respondê-las. O uso de apps ligados a comunicação tiveram um aumento considerável (só o Whatsapp teve 40%), especialmente os com função de vídeo-chamada, pois as conferências podem ser usadas para muitas atividades: reuniões, shows ao vivo, aulas escolares e até de atividades físicas.

      Quanto o delivery, o aumento dos pedidos tem sido motivo pra reclamações por parte dos clientes quanto atrasos e produtos errados. Já os entregadores reclamam de falta de medidas de segurança contra o vírus como o álcool em gel e luvas. A Época fez uma reportagem que aprofunda melhor no assunto, informando, por exemplo, que o Reclame Aqui apresenta um aumento de 23% no volume de reclamações de alguns aplicativos. Você pode ler a matéria aqui.

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