O que é streaming e como funciona? Entenda a batalha de 2020!

O streaming é o que nos possibilita transmitir e acessar conteúdos pela internet em qualquer dispositivo com conexão e em tempo real sem a necessidade de download. Estes conteúdos são sob demanda e podem ser imagens, áudios, vídeos, livros e outros. No entanto, nem todo streaming é on-demand.

Ainda existe a necessidade de carregamento para a transmissão, porém, diferente do download, a transferência divide o arquivo em diversas frações. Assim que elas chegam ao dispositivo, elas são imediatamente executadas. Porém, essa transferência é automaticamente deletada quando finalizado o streaming; enquanto que o download permanece no dispositivo até ser apagado manualmente.

Essa transferência só é possível graças à API (Interface de Programação de Aplicativos). Os players solicitam o conteúdo para elas que, por sua vez, irão buscar o conteúdo no servidor e transferir. Assim, toda vez que o player estiver em “reproduzir”, o download fracionado permanece em execução. Ou seja, se o usuário pausar, o streaming também para.

Você vai ler:

1 – Quais as vantagens dos streamings?
2 – A batalha dos streamings?
3 – Quais os streamings de 2020?

Quais as vantagens dos streamings?

Iniciamos o texto dizendo que os streamings nos possibilitam consumir conteúdos em qualquer dispositivo conectado à internet. Portanto, essa é uma das grandes vantagens, porém não a única. 

Consumo on-demand

Além do “em qualquer lugar”, o streaming também se estende para o “em qualquer hora”. Basta estar conectado numa rede com uma velocidade adequada para desfrutar do benefício. Dessa forma, as transmissões de conteúdo viabilizaram ouvir podcasts durante viagens ou ver séries seja no console, TV ou celular.

Indo ainda além, os streamings quebram com a lógica dos canais de televisão e programação de rádio, visto que o usuário pode acessar ao conteúdo desejado onde quiser e na hora que quiser. Assim não há espaço para frases como “vou perder a novela se me atrasar”, pois agora quem define os horários é o próprio usuário. Isto é, o streaming funciona sob a lógica de demanda.

Entretanto, vale a pena ressaltar que todo conteúdo por demanda que é transmitido é streaming, mas nem todo streaming é on-demand. O Youtube e a Twitch são exemplos disso, pois transmissões ao vivo só são consumidas enquanto ainda estão em andamento. Elas só se tornam on-demand quando entram no catálogo de conteúdo.

Não oferece riscos

A internet era um campo minado até pouco depois da estréia da banda larga no Brasil. Baixar arquivos era praticamente sinônimo de infectar o computador com os mais diversos malwares, inclusive o Trojan — também conhecido por Cavalo de Tróia.

Como a tendência é que a internet seja um espaço cada vez mais seguro para os usuários em função das leis de proteção de dados, as plataformas de streamings garantem livre navegação e segurança das informações e dos dispositivos. Isso é fundamental, pois o acesso é liberado mediante pagamento. Logo, é necessário o preenchimento de dados financeiros nos cadastros dos usuários e essas informações não podem vazar.

Reduz a pirataria

Nem todo download é ilegal, porém existem aqueles que violam os direitos autorais, se configurando como pirataria. Em função da integridade dos dispositivos garantida com os streamings, e os extensos catálogos de conteúdo, a prática da pirataria reduziu com a popularização de plataformas como a Netflix.

Afinal, ela proporciona uma infinidade de títulos por um baixo custo. Logo, é preferível aplicar o dinheiro num serviço seguro do que em reparos frequentes nos dispositivos.

Qualidade

Além do mais, a qualidade dos conteúdos também é um fator relevante para essa redução. Tendo em vista que os novos smartphones apresentam displays cada vez mais potentes, pode-se concluir que os usuários estão ainda mais exigentes com os pixels disponíveis nas telas. Toda essa qualidade não é garantida por meio da pirataria. Sendo assim, os streamings ganham espaço entre os usuários também por esse motivo.

Oferecer serviços que melhoram a experiência do usuário é uma forma de fidelizar os clientes. Essa estratégia é o cerne para compreender o surgimento de tantas outras plataformas e a batalha dos streamings, como veremos à seguir.

A batalha dos streamings 

Ainda que os streamings tenham reduzido a pirataria, a ascensão de outras empresas na área tem sido um fator que tem contribuído para o aumento dos downloads ilegais novamente. Como as produtoras vem reivindicando seus títulos originais e migrando-os para seus próprias plataformas, os catálogos dos streamings tem se tornado cada vez mais exclusivo.

Para entender, vamos voltar em 2015, mais especificamente no lançamento do seriado Demolidor na Netflix. A estréia do personagem da Marvel fomentou a adaptação audiovisual de diversos outros personagens na plataforma, como Jessica Jones, O Justiceiro, Punho de Ferro e outros. Visto esse crescimento na produção de outros conteúdos sobre os heróis, pode-se concluir que eles foram um sucesso.

Nessa perspectiva, é possível compreender também que essas estréias foram um período de testes para a Disney, proprietária da Marvel. Ao perceber o feedback positivo das produções, a empresa anunciou o próprio streaming e as renovações das novas temporadas dos heróis na Netflix foram canceladas, sendo 2019 o último ano de lançamento com a finalização de Jessica Jones.

Porém, a Disney Plus não é a única plataforma de streaming que tem causado alvoroço. A Apple passou a deixar seus dispositivos um pouco de lado, focando mais em oferecer serviços, dentre eles a Apple TV +. Antes disso, a HBO correu com o lançamento do HBO GO como estratégia de faturamento a partir do sucesso de Game of Thrones.

E como Jeff Bezos tem expandido cada vez mais os segmentos da Amazon, o marketplace também oferece serviços de streaming — o Prime Video. A “violência” nessa disputa por audiência é tanta que a Amazon tem comprado palavras-chave dos seus concorrentes para aparecer no Google. Ou seja, ao pesquisar “Netflix” no Google, o primeiro resultado será o Prime Video.

Portanto, a batalha dos streamings consiste no surgimento de diversas plataformas concorrentes da pioneira Netflix e a disputa entre elas pela atenção dos usuários, cada uma com o seu diferencial e público-alvo. Vamos conhecê-los?

Quais os streamings de 2020?

Netflix

A Netflix se iniciou como serviço de entregas de DVD pelos correios em 1997. À medida que a transformação digital foi acontecendo, a empresa viu a oportunidade nos streamings, alterando seu plano de negócios e alcançando o sucesso que conhecemos hoje. A primeira transmissão foi nos Estados Unidos em 2007 e chegou ao Brasil em 2011.

A plataforma tem focado em conteúdos próprios, produzindo títulos de sucesso como Stranger Things, o Irlandês, Orange is the New Black e outros.

Amazon Prime Video

O streaming da Amazon chegou ao Brasil ainda em 2019 com preço atraente. A plataforma disponibiliza no catálogo desde produções originais quanto títulos nostálgicos como Seinfeld e Smallville.

Dentre suas produções originais, Fleabag se destaca como título que venceu 2 categorias no Emmy Awards 2019: a melhor série de comédia e melhor comediante feminina com a atriz Phoebe Waller-Bridge.

HBO Max

O HBO Max será a plataforma de streaming do grupo WarnerMedia. Isso significa que todos os filmes da Warner Bros. estarão por lá. Títulos do Cartoon Network, TNT, TBS e CNN também compõe o catálogo. 

A expectativa do grupo é que tenham entre 75 a 90 milhões de assinantes nos Estados Unidos, América Latina e Europa. Os serviços do HBO Max chegará à América Latina em 2021, porém não há previsão para o Brasil. A WarnerMedia comprou todas as empresas que possuem os canais da HBO, exceto a sediada no Brasil. Assim, o lançamento nas terras brasileiras fica incerto.

O diferencial da plataforma será as recomendações de conteúdos. Além dos algoritmos, o HBO Max contará também com as indicações de famosos, funcionando similar aos stories do Instagram.

Foto: Divulgação/WarnerMedia

Disney +

A Disney tem gerado muita expectativa nos usuários em função do catálogo recheado de títulos atuais e os clássicos da produtora, além dos derivados das outras empresas que ela adquiriu ao longo dos anos, bem como a Fox 21s Century. Com isso, o Disney Plus terá títulos como The Simpsons e todos da saga A Era de Gelo.

Ademais, a plataforma trará todas as produções Marvel e de Star Wars. Animações da
Pixar e conteúdos do National Geographic também irão compor o catálogo. 

Ainda não há data de estréia prevista no Brasil.

Apple TV +

A Apple também se lançado na batalha dos streamings com o anúncio de títulos com atores renomados como Jennifer Aniston e Steve Carell. Até mesmo Oprah Winfrey fará parte do elenco das produções da Apple TV+.

O preço do serviço é competitivo com o Prime Video e pode ser acessado em qualquer dispositivo Apple ou através do site.

Globo Play

A Globo é uma das principais emissoras de televisão brasileira e que não está atrás da batalha dos streamings. Todos as produções são disponibilizadas na plataforma Globo Play, indo desde os programas da TV aberta até produções audiovisuais internacionais.

E assim como as grandes plataformas de streaming, títulos originais também estão em produção. Com a criação do maior complexo audiovisual da América Latina, o MG4, a Globo produz conteúdos como como Aruanas, Desalma e Ilha de Ferro. A última produção está disponível na Apple TV.

Outros

Conclusão

Os streamings são a nova forma de acesso e consumo de conteúdo sob demanda. Qualquer dispositivo conectado à internet é o suficiente para acessar as mais diversas plataformas e desfrutar de produções de qualidade e para diferentes gostos, oferecendo muitos benefícios para os usuários como a segurança e a facilidade.

E como tem surgido muitas plataformas por aí, podemos imaginar que deve ser fácil lançar aplicativos de streaming. Quer descobrir como? Confira e saiba como criar um app como a Netflix!


  • Taysa Bocard
  • Analista de marketing
  • O interesse pela tecnologia e desejo por conhecimentos variados sempre fizeram parte de mim, isso desde a infância. Esse desejo pueril refletiu no meu cotidiano: sou jornalista engajada nas "techs". Porém, a busca pelos saberes não é a parte mais gratificante da minha atuação. Na verdade, o que mais me empolga é passar as informações para frente.

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