O que é transformação digital? Inove o seu negócio

As previsões para os anos 2000 eram a presença de robôs e carros voadores. Basicamente, era esperado uma integração total da tecnologia no cotidiano humano, de forma que o trabalho pudesse ser substituído por máquinas inteligentes, tal como no filme “Eu, Robô”. Alguns fatores da ficção já estão presentes no cotidiano humano: os nossos robôs inteligentes do filme são os nossos assistentes virtuais dos celulares e computadores, capazes de armazenar informação e realizar atividades por nós. Esses são exemplos de transformação digital!

Contudo, as expectativas para o século estão sendo alcançadas de forma gradativa, a partir da intensa inclusão e transformação digital — não como nas ficções! Percebendo essa tendência, as empresas em todo o mundo estão se adaptando a essas mudanças, incorporando a tecnologia em sua gestão, comunicação, logística e no seu processo produtivo, como veremos ao longo deste artigo.

1- Mas o que de fato é transformação digital?
2-Digitalização x Digitização
3- Quais os impactos gerados pela transformação digital?
4- Não se trata de um processo exclusivo de TI
5- Por que fazer a transformação digital?
6- Como fazer transformação digital da sua empresa?
7- Principais tendências da transformação digital
8- Dicas para o sucesso

Mas o que de fato é transformação digital?

A transformação digital é a definição da maneira como se incorpora a tecnologia digital aos diversos processos produtivos de uma empresa. Em suma, se trata do desenvolvimento e aplicação de inovações que buscam maior desempenho dos negócios com o intuito de melhorar sua performance. Portanto, é uma grande mudança estrutural nas companhias, sendo a tecnologia o personagem principal nesse processo.

Para usufruir mais dessas tecnologias emergentes, e sua rápida ampliação nas atividades de seus colaboradores, uma empresa precisa se reinventar, transformando drasticamente todos os seus métodos e padrões. Entretanto, a transformação digital não representa a aplicação de uma ideia disruptiva ou de qualquer coisa que seja digital. A Uber e o Ifood são ótimos exemplos para isso. Apesar de funcionarem num sistema digital, eles dependem de trabalho humano para seu funcionamento. 

Para se encaixar no termo, é necessário substituir por completo a ação humana, seja por máquinas, robôs e/ou inteligência artificial. Com tecnologias cada vez mais avançadas, estamos cada vez mais próximos de conseguirmos aplicar a transformação digital em uma escala ainda maior. Esses aprimoramentos permitem um funcionamento ainda mais preciso da IoT (internet das coisas), AI (inteligência artificial), VR (realidade virtual).

A adaptação dos procedimentos, incorporando novas tecnologias em todos os setores da empresa, é o caminho que as organizações precisam seguir para atingir à transformação digital.

Digitalização x Digitização

Neste processo existem alguns termos que definem estágios dessa mudança. São eles: digitização e digitalização, que consequentemente buscam a transformação digital. Apesar das palavras serem similares, o conceito de digitização é bem diferente da de digitalização.

Digitização

A digitização consiste em migrar as atividades do empreendimento do analógicos para o digital, requisitando mudanças no seu modelo de negócios. Sendo assim, a empresa se aproveita de novos métodos, recursos, dispositivos e meios de colaboração, transformando a sua maneira de agir.

Um exemplo da digitização foi o Jornal Gazeta deixar de produzir material impresso para atuar exclusivamente no ambiente digital, conforme é visto nessa reportagem da gazeta online. Isto é, o veículo não deixou de se configurar como um jornal com essa mudança, porém a lógica de atuação dos profissionais se alterou e de comunicação com o público também.

Digitalização

Por sua vez, a digitalização consiste na transformação da mídia física em digital. Somente essa transformação não é suficiente para alterar o plano de negócios de uma empresa.   Um ótimo exemplo disso é o audiobook da metodologia de ensino Kumon. Anterior à digitalização, cd’s eram as principais mídias para auxiliar no aprendizado dos alunos.

As fotografias são outro exemplo de digitalização. Antes era necessária a revelação de um filme fotográfico, enquanto que hoje esse processo é totalmente digital.

Percebendo a transformação na forma de consumo, a empresa lançou seu aplicativo, e isto não representou uma mudança no seu plano de negócios, pois a presença dos estudantes nas aulas não foi dispensada.

Recapitulando, a digitização se aplica aos negócios; enquanto que a digitalização consiste na transformação de produtos físicos em digitais. Isso quer dizer que não houve digitalização no Jornal Gazeta? Houve sim! As notícias se digitalizaram quando deixaram de ser físicas, porém essa alteração também mudou a forma de atuação do veículo de comunicação.

Grosso modo, o público que consome jornais impressos não é o mesmo que está na internet, o que implica na mudança na forma de linguagem, de conteúdo e afins. 

Quais os impactos gerados pela transformação digital?

A transformação digital proporciona às empresas — e até aos cotidianos pessoais — uma nova forma de pensar e executar seus processos, além de promover uma mudança cultural, o desenvolvimento de habilidades técnicas, formas de avaliação dos processos e planejamento de estratégias, reestruturação seu fluxos, entre outros. Vamos entender melhor esses impactos:

Educação e empregabilidade

Toda grande mudança requer uma adaptação. Sendo assim, é necessário que a sociedade esteja atenta e disposta a acompanhar os avanços. Considerando que a transformação digital visa a integração total da tecnologia em todas as atividades, caberá ao humano apenas o trabalho intelectual, seja para desenvolver as novas práticas ou operá-las. 

Afinal, haverá substituição da mão de obra humana por sistemas automáticos, impactando diretamente na empregabilidade. Essa alteração é muito positiva para a qualidade de vida humana, já que a implementação de sistemas autônomos disponibiliza uma quantidade considerável de tempo. Isso se dá a partir da substituição da mão de obra física humana por robôs e sistemas de autogestão.

Entretanto, essa substituição da mão de obra aumentaria a desigualdade salarial entre trabalhadores mais e menos qualificados. A transformação exige a interseção de diferentes competências intelectuais para desempenhar as atividades digitais. Assim, uma qualificação mais exigente é uma premissa por trás da lógica da transformação digital. Essa qualificação profissional abrange outras áreas de estudo, apesar do destaque dado ao campo das exatas.

Impactos econômicos

A economia é uma ciência em constante mudança e muito influenciada pelo avanço tecnológico, sendo que os processos digitais sempre sempre impactam nos negócios e na sociedade.

Esses impactos são sentidos de diversas maneiras nos mais variados setores. Portanto, a revolução digital acaba transformando a nossa sociedade, sejam desde mudanças na linha de produção em uma indústria, até mesmo novas tendências que moldam o perfil e comportamento do consumidor.

Numa perspectiva microeconômica, uma mudança na estrutura produtiva por exemplo, pode significar mais produtividade impactando diretamente nos preços, na demanda e portanto, nas perspectivas de lucro. O espectro macroeconômico também é diretamente influenciado por essas interações, como na cultura, educação e consequentemente na mão de obra, como dito anteriormente.

Não se trata de um processo exclusivo de TI

É necessário compreender que a transformação digital deve estar presente em todos os processos dentro de uma empresa, alcançando todas as equipes colaboradoras. Isto é, ela não deve ser atribuída apenas à equipe de TI (tecnologia da informação).

O diálogo entre o TI e os outros departamentos é de vital importância para essa adaptação. A Tecnologia da Informação é a responsável por planejar as estratégias dessa revolução, por isso ele precisa ser muito bem estruturada para garantir o sucesso dessas aplicações. Porém, não pode-se afirmar que a transformação digital é uma tarefa ou uma exclusividade da equipe de TI, como veremos em breve.

Por que fazer a transformação digital?

Uma empresa tende a assumir a transformação digital por diversos motivos. Entretanto, o verdadeiro motivo é que não se trata de uma opção, e sim de uma necessidade. Num mundo cada vez mais competitivo, a revolução tecnológica é um fator de sobrevivência para a maioria dos negócios. A tecnologia impulsionou essa mudança, sendo que as corporações que desejam ter sucesso devem aprender como mesclar tecnologia com estratégia.

Mesmo sabendo da necessidade de digitalizar seus processos, um levantamento da OTRS, publicado pela Cio, cita a falta de orçamento e a cultura corporativa — por vezes muito burocrática — como barreiras existentes para essa transformação.

A tendência é que parte do orçamento das empresas que participam dessa revolução seja destinado para o financiamento desses processos tecnológicos, pois os pioneiros nessa mudança institucional, reconhecem a transformação digital como um investimento de longo prazo.

Como fazer a transformação digital da sua empresa?

Tendo em vista que a transformação digital varia bastante com base nos desafios e demandas específicas de cada empresa, existem algumas constantes e fatores comuns entre os casos de estudos existentes e as estruturas publicadas, que devem ser considerada ao iniciar a transformação digital. É interessante que cada empresa tenha sua própria estratégia.

Passos gerais e que devem ser levados em consideração

  • Planejamento estratégico de todo o processo
  • desenvolvimento de uma cultura de inovação e liderança
  • experiência do usuário
  • capacitação da força de trabalho; 
  • agilidade operacional;
  • aperfeiçoamento constante baseado nos resultados

Esses são alguns pontos que devem ser incluídos na sua “receita” quando for desenvolver sua própria estratégia de transformação digital.

Principais tendências da transformação digital

Anteriormente, nós mencionamos que a transformação digital não é exclusiva do setor da tecnologia da informação, lembra? Pois bem. A ascendência da transformação digital já cunhou novos empreendimento.

O big data, internet das coisas, realidade virtual e aumentada, inteligência artificial e machine learning são exemplos das novas atividades empresariais.

Big Data

A tradução literal do Big Data contempla, em partes, o que quer dizer o termo: grande dado. De fato, o volume de informações está no cerne do Big Data, porém existem outras variáveis que também o constituem. São elas a velocidade, variedade, veracidade e valor. 

A aplicação desses conceitos é palpável quando entendemos o objetivo do Big Data. De que vale ter uma gama de informações aleatórias? Muito, desde que seja feita a análise correta delas. Uma vez que cruzamos informações sobre o tempo dos semáforos e quantos motoristas de Uber estão ativos, podemos saber a probabilidade de engarrafamento numa via, por exemplo.

Onde está o valor em saber disso? Uma nova rota poderá ser traçada a partir desses dados. Ou seja, grosso modo, o Big Data é o cruzamento de informações.

A profissão por trás da área consiste em traduzir as informações e elaborar estratégias e visando um determinado resultado. Ou seja, os especialistas em Big Data são Data-Driven, isto é, “guiados pelos dados”. Esse mapeamento de informações é o que deu origem a diversas ferramentas e atuações profissionais como: business intelligence (BI), CRM (Customer Relationship Management), automatização de marketing, dentre outros.

IoT (Internet of Things)

Nossos celulares são considerados inteligentes e por isso são chamados de “smartphones”, e o mesmo se aplica para as televisões atuais. O que eles têm em comum, além do “smart” no nome? A conexão com a internet. Em função disso, todas as informações que eles produzem acabarão na internet. Ou seja, parte do que é coletado pelo Big Data é originado destes dispositivos. 

Ter diversos dispositivos conectados entre si é uma tendência da transformação digital. Afinal, ela visa a integração de tudo, lembra? Portanto, a Internet das Coisas é fundamental para que a transformação aconteça de fato. As projeções para a integração contempla os ambientes residenciais, industriais e corporativo.

E a partir dessas diversas “coisas” que novos empreendimentos ou ideias disruptivas podem se originar. A assistente virtual da Amazon, Alexa, pode exemplificar isso muito bem. Por estar integrada aos outros dispositivos inteligentes de uma casa, ela é capaz de controlá-los por você através dos seus comandos de voz. Estamos falando de um ambiente pessoal, mas nada impede que se estenda para as atividades industriais.

Afinal, a Internet das Coisas é um pilar para a Indústria 4.0 acontecer. Isso significa que as expectativas para os anos 2000 não estão tão distantes.

Augmented Reality (AR) e Virtual Reality (VR)

Ainda que ambos envolvem alguma realidade, cada um tem funcionalidades diferentes. Enquanto que a realidade virtual nos transporta para uma outra realidade, a realidade aumentada incrementa o nosso mundo real.

A Pokémon Company teve uma boa sacada de realidade aumentada ao unir a tecnologia com a nostalgia dos amantes da animação japonesa. Com o game Pokémon Go, os jogadores podem visualizar os personagens ocupando o espaço físico deles, como podemos ver na imagem abaixo. Este é um exemplo de realidade aumentada, pois um elemento virtual foi inserido na realidade humana. Para ficar ainda mais claro, este vídeo é um outro exemplo de AR.

Por sua vez, a realidade virtual se trata de uma experiência imersiva. Isto é, nada do que vivemos no mundo humano fará parte da realidade virtual e vice-versa. Essa tecnologia tem sido aproveitada em games, o qual o jogador coloca um óculos e imerge no universo virtual do jogo. 

Entretanto, apesar de comumente associar a VR à games e outras formas de entretenimento, a realidade virtual pode ser aplicada em outros segmentos como a da saúde. Já existem simuladores de cirurgia que podem servir como treinamento para médicos, dentre outras aplicações da realidade virtual

Inteligência Artificial e Machine Learning 

Você já se perguntou de onde vem as recomendações de filmes e seriados da Netflix? A resposta é simples: inteligência artificial. Ou seja, a plataforma é inteligente o suficiente para coletar informações sobre você. E, a partir dos algoritmos, a plataforma aprendeu a interpretar esses dados, sabendo quais são os seus gostos e preferências. 

Esse processo de aprendizado é o machine learning. Eles também estão presentes em redes sociais como o Facebook e Instagram, por exemplo. A função dele, nestes casos, é oferecer uma experiência personalizada para o usuário de acordo com os conteúdos acessados, curtidas, compartilhamentos, etc. Essas informações também são úteis para o direcionamento das publicidades. 

Grosso modo, a Inteligência Artificial consiste na coleta dos dados, enquanto que o machine learning consiste na interpretação deles com uma finalidade pré-definida.

Dicas para o sucesso

De forma geral, as empresas devem buscam reduzir a complexidade dos processos, estreitar seu relacionamento com os clientes e aumentar a produtividade geral da sua equipe.

Baseando-se em três visões, a estratégica, a organizacional e a inovação, separamos algumas dicas que ajudarão a fornecer um conjunto abrangente de ideias e ferramentas para entender e liderar seu caminho através de uma transformação digital.

Pense no futuro do seu negócio

Quando se fala de transformação digital, esperar o amanhã pode ser tarde demais, sendo a modernização dos processos um tema vital para a maioria das empresas. Seu negócio precisa planejar o quanto antes como ele poderá ser transformado tecnologicamente, seja mudando seu sistema produtivo, seu produto ou serviço. Ou seja, seu plano de negócios.

Na execução de um plano de transformação digital, é essencial que uma empresa saiba como ela deseja evoluir, como quais as novas tecnologias que ela pode e deve usar para alcançar seus objetivos. 

Portanto, você deve sim pensar e planejar o futuro da sua empresa.No entanto, deve-se começar a ter o máximo de atenção no agora para se adaptar às novas tendências do mercado. Começar pela implementação dos IoT pode ser uma boa iniciativa, mas sem esquecer que seus colaboradores precisam de suporte para se adequar às mudanças, conforme falamos no tópico dos impactos da transformação digital.

Uma jornada contínua

Toda época tem a sua geração regente, responsável por ditar as tendências de produção e consumo. Atualmente, temos a famosa geração Z, composta conceitualmente por indivíduos nascidos a partir de meados da década de 90 e que cresceram junto com o desenvolvimento de tecnologias como a internet, computadores e smartphones.

No momento atual, os mais velhos da geração já estão no mercado de trabalho, terminando graduações nas universidades, ou mesmo desenvolvendo uma carreira empreendedora. Sendo assim, eles serão os representantes do poder de compra e existirá grande cobrança por parte dessas pessoas, já que eles esperam cada vez mais que os todos os processos sejam digitais.

Sendo assim, a digitização é um processo que se mostra em contínuo amadurecimento, visto que seu desenvolvimento depende do progresso tecnológico, associado a uma demanda cada vez maior por uma nova geração de consumidores.

O papel dos aplicativos móveis

Os dispositivos móveis — smartphones e tablets — se tornaram extremamente populares em todo o mundo, visto a forma como facilitaram o transporte com economia de espaço físico, se comparado aos até então computadores e notebooks, geralmente por um preço bem mais acessível, e claro, conectados a internet. 

Juntamente com essa difusão dos smartphones e tablets, cresceu também a popularização dos aplicativos móveis, que nada mais são do que os softwares que executam as mais diversas funções por trás desses aparelhos. Aplicativos móveis têm uma importância muito grande na transformação digital.

Eles ajudam a elevar o nível dos processos em uma empresa, fazendo uso das tecnologias mais recentes, mostrando aos seu público-alvo e aos seus concorrentes o quão adaptável sua empresa é.

Algumas das vantagens possibilitadas pelos aplicativos nos processos de transformação digital.

  • Os aplicativos móveis ajudam a alcançar a transformação digital tornando seus negócios e produtos mais acessíveis; 
  • aumenta o envolvimento e o suporte do cliente, para que você possa se conectar melhor com o público-alvo; 
  • ajuda a integrar tecnologias blockchain em sua estrutura de negócios para que você possa realizar transações sem problemas.
  • leva os clientes a vê-lo como uma marca em evolução que leva a sério os empreendimentos futuros; 

Esteja sempre à frente da concorrência quando se fala de inovação

As regras dos negócios modernos mudam diariamente, e para permanecer competitivo, você precisa permanecer relevante. Verifique se a sua empresa se mantém atualizada sobre novas tecnologias, novas tendências e novos conceitos. Capacite seus funcionários a colaborar e incentivar a inovação, pois a energia criativa impulsionará a transformação de inúmeras maneiras.

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