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Startup: modelo de negócio, rentabilidade e cultura

Nos dias de hoje, está na moda utilizar o termo “startup”. Na verdade, esse tipo de empresa está tão em alta, que diversas empresas novas são consideradas startup. Apesar do termo ter se popularizado, nem todos os pequenos empreendimentos são startups.

Nesse artigo, vamos esclarecer o que é uma startup, o conceito de unicórnio, o que diferencia as startups de outras empresas tradicionais e como é o dia a dia em uma dessas empresas.

O que é uma startup?

O termo “startup” tem sido usado com frequência cada vez maior nos últimos anos. Ele serve para descrever novos e arriscados empreendimentos e grandes empresas de tecnologia. Mas o que realmente é considerado uma startup?
De acordo com Neil Blumenthal, co-fundador e CEO da Warby Parker, “uma startup é uma empresa que trabalha para resolver um problema. Em que a solução não é óbvia e o sucesso não é garantido”. Já o American Heritage Dictionary sugere outra coisa. Para eles, é “um negócio ou empresa que iniciou recentemente a operação”. Aí está o atrito – para ser uma startup, você deve ter se estabelecido recentemente.

O que diferencia uma startup?

Embora não haja regras para definir uma startup, é dito que espaços de coworking com o clima descontraído possuem um “clima de startup”. E, na maioria das vezes, depois de cerca de três anos no negócio, a maioria das startups deixam de ser startups. Isso muitas vezes coincide com outros fatores.

São eles aquisição por uma empresa maior, mais de um escritório, faturamento alto, mais de 80 funcionários, mais de cinco pessoas no conselho e fundadores que venderam ações. Assim, quando uma startup se torna lucrativa, é provável que ela se afaste da inicialização.
Entretanto, é fato que o principal atributo de uma startup é sua capacidade de crescer. Isso acontece porque uma startup é uma empresa projetada para escalar muito rapidamente. É esse foco no crescimento sem restrições geográficas que diferencia startups de pequenas empresas. Um restaurante em uma cidade não é uma startup, nem uma franquia é uma startup.

Como já dito anteriormente, as startups geralmente adaptam a tecnologia para resolver problemas. E a onipresença dessa tecnologia permite o crescimento crítico. Embora muitas vezes seja orientada para a tecnologia, esse não é um requisito para startup. Da mesma forma, quando uma empresa de tecnologia se tornou tão grande que está gerando lucros multimilionários, devemos reconhecer que ela deixou o título inicial para trás.

Ainda assim, muitos especialistas sugerem que uma startup é uma cultura não delineada por métricas, e que pode permanecer assim em todas as idades e tamanhos. “Ele deixa de ser uma startup quando as pessoas não sentem que o que estão fazendo tem impacto”, disse Russell D’Souza, co-fundador da SeatGeek. “Eu não acho que o ponto de inflexão seja um certo número de pessoas, mas uma atmosfera que as pessoas individualmente e coletivamente não podem levar a empresa ao sucesso.”

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Startup Unicórnio

O conceito surgiu em 2013, e foi criado pela fundadora da Cowboy Ventures, Aileen Lee. Em um artigo publicado pela empreendedora, ela analisou startups fundadas nos anos 2000, e estimou que menos de 0,1% delas chegavam à avaliação de US$1 bilhão.

Em seu artigo, “Welcome to the Unicorn Club: Learning from Billion-Dollar Startups” ela compara essas startups a unicórnios, pois são tão raras quanto.
Mas, de uns tempos para cá, o número de empresas unicórnio aumentou consideravelmente. A Época Negócios fez uma lista das empresas que já haviam ultrapassado esse valor já no primeiro trimestre de 2018, . Entre elas, está a Canva, Meicai, Caocao, Cabify, Snowflake, HeartFlow, MedMen, OrCam, DoorDash, Nubank, UiPath, Douyu, Qutoutiao, Samsara, Tempus, Intercom e Youxia.

Alguns acham que o aumento no número de novas empresas avaliadas acima de US$1 bilhão é sinal de espuma nos mercados. Outros argumentam que o número é reflexo de uma nova onda de produtividade impulsionada tecnologicamente. Como na invenção da gráfica, há quase 600 anos. Outros acreditam que a globalização e a política monetária dos bancos centrais desde a Grande Recessão criaram grandes ondas de capital que se espalham pelo mundo em busca de unicórnios.

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Cultura Startup

Além de ter um modelo de negócios diferenciado, uma startup também é reconhecida pela cultura e clima diferentes. Para começar, as startups não costumam ter dress code, possuem horário flexível, um clima organizacional harmônico e investem em seus colaboradores.

Menos regras, mais resultados

Ao contrário das empresas tradicionais, em startups geralmente o que se preza é o trabalho produtivo. Dessa forma, não importa se você passou 25, 30 ou 40 horas semanais trabalhando: o importante é que as metas estabelecidas sejam cumpridas. Isso independente da roupa que você está utilizando, do horário em que você trabalhou etc. É claro que isso depende muito de cada empresa e cargo. Mas, geralmente, startups são menos rigorosas em relação a cumprimento de regras e horários, e mais exigentes em termos de resultados.

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Crescimento interno

Além disso, startups são locais em que o crescimento profissional pode ser escalado mais rapidamente. Para esse tipo de empresa, importa mais a sua eficiência e vontade de fazer coisas novas. Mesmo que o profissional não tenha formação na área, ou seja especializado no assunto, ele pode trabalhar com aquilo.

Mas é claro que não é um mar de rosas. Apesar de parecer um sonho, nessas empresas os resultados são cobrados constantemente. Isso quer dizer que você precisará trabalhar muito bem todos os dias, para mostrar evolução e produtividade. Há quem diga que, em

startups, todos os dias você precisará ser 1% melhor do que era ontem, se quiser continuar relevante para a organização.

Clima organizacional

Uma das coisas que mais diferencia startups de outras empresas é o clima organizacional. Os colaboradores desse tipo de empreendimento costumam ser mais jovens, e, o clima, descontraído. Geralmente, o espaço de trabalho é dinâmico e confortável. Outra característica é que não há separação de salas entre os colaboradores da mesma área.

Essa descontração é uma forma eficaz de desestressar e tirar pressão dos funcionários. Isso porque, como já dito anteriormente, nas startups a cobrança por produtividade e eficiência é muito grande.

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E aí, trabalha ou conhece alguém que trabalhe em uma startup? O que você acha desse modelo de empresa? Comente aqui!


  • Mariana Storto
  • Analista de Marketing Digital e SEO
  • Nascida no interior de São Paulo, já me tornei mineira de coração. Graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto, sou apaixonada por Comunicação e Marketing Digital. "A vitalidade é demonstrada não apenas pela persistência, mas pela capacidade de começar de novo."

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