Como gerenciar equipes remotas de Outsourcing de TI?

As necessidades da transformação digital tem feito as empresas buscarem soluções para tornar seus processos digitais. No entanto, a contratação do próprio time de TI enfrenta dois problemas: o seu alto custo e a dificuldade de achar profissionais qualificados para a digitalização das atividades. Assim, a solução mais prática e viável é a contratação de equipes remotas de outsourcing de TI, a qual oferece benefícios que valem a pena.


Em termos práticos, o diferencial de ter um time remoto é o fator de estar externo à empresa. Contudo, isso não deve ser tomado como um ponto negativo, tendo em vista que assim é possível trazer grandes talentos para agregar nos negócios e garantir o sucesso.

Além disso, dentre as 19 tendências globais para os futuros ambientes de trabalho, o trabalho remoto se destaca. Somado a isso, vale a pena mencionar que há uma previsão de gastos de 3,9 trilhões de dólares em TI, especialmente em softwares corporativos, segundo a Gartner. Nessa perspectiva, o uso de softwares corporativos se justifica, uma vez que as empresas irão precisar integrar suas informações numa só plataforma para a gestão dos negócios e dessas equipes.

Portanto, técnicas e orientações de gestão de equipes remotas é imprescindível para a sobrevivência e sucesso contínuo das corporações, exigindo novos conhecimentos e pontos de atenção para que o gerenciamento das equipes dê certo.

Como gerenciar equipes remotas?

A gestão de uma equipe remota deve ser bastante cuidadosa, pois, ao passo que as orientações são ser feitas visando o resultado, medidas de incentivo e engajamento devem ser tomadas para que a equipe esteja sempre bem estimulada, amparada e produtiva. Assim, o gestor deve ter em mente as boas práticas de liderança para uma gestão eficiente.

Quebre barreiras culturais

As equipes de outsourcing de TI podem ser de três formas: offshore, nearshore e onshore. Ou seja, é possível terceirizar equipes remotas de quaisquer partes do globo, cada modelo com suas vantagens e desvantagens em relação ao outro.

Sendo assim, as barreiras culturais podem surgir, mesmo em casos de contratação dentro do próprio país. No Brasil mesmo existem diferentes fusos horários acontecendo simultaneamente, enquanto que há países que possuem mais de uma língua oficial.

Logo, é importante dar atenção à cultura dos integrantes da equipe remota para que não se tornem uma barreira.

Dê autonomia para a equipe

O Spotify é o exemplo de como a autonomia contribui para a produtividade e entrega de resultados das equipes de desenvolvimento com sua engineering culture. Vale a pena usar o aplicativo e observar seu funcionamento, as atualizações e melhorias no app, e também como os problemas são solucionados. Tudo acontece de forma bem rápida e eficiente, isso porque os times do Spotify possuem autonomia para elaborar o fluxo de trabalho deles.

É o time que decide o que desenvolver, como e o melhor método que se adeque à dinâmica do grupo. A autonomia e autogestão do grupo é motivadora, tornando-os mais velozes e alinhados. Assim, reuniões desnecessárias e ineficazes deixam de acontecer, visto que esse tipo de encontro faz com que os colaboradores se sintam improdutivos, segundo pesquisa da Microsoft.

No entanto, isso não exclui a importância de um gestor no processo. Além de instruir a construção do backlog, cabe a ele agir como líder e fazer o acompanhamento do time, conforme os próximos tópicos.

Conheça sua equipe

Estar por dentro da cultura dos integrantes também faz parte do “conhecer a equipe”. No entanto, existem outros knowledges importantes. Assim, é fundamental conhecer as principais competências e experiências de cada integrante da equipe remota. Afinal, não faz sentido delegar demandas incompatíveis.

Além disso, cada colaborador da equipe desempenha uma função diferente e suas atividades devem estar em congruência. Dessa forma, a compatibilidade entre os membros da equipe é ainda mais favorecida com a autonomia, dentre outros benefícios como visto anteriormente.

Acompanhe o progresso e seja líder

Embora exista a autonomia das equipes remotas, é importante que o gestor esteja por dentro dos sprints, atentando-se às necessidades do time e dando o devido suporte. Contudo, existem ferramentas que podem facilitar e organizar tudo num espaço só, facilitando a visualização macro do work in progress.

Embora as ferramentas de organização de backlog sejam excelentes, as perguntas e acompanhamento individuais não são dispensáveis. Numa postura de liderança, o gestor pode oferecer feedbacks para incentivar a equipe e prestar ajuda. Portanto, mantenha perguntas como “como vai o processo X? Existe algo que posso ajudar?” ou “há algo que eu possa fazer que vá facilitar o seu trabalho?”.

Registre cada etapa

Documente o que foi desenvolvido e quando, quem participou e tudo aquilo que for relevante. Os registros servirão para fins de consulta e também para analisar a performance da equipe remota e elaborar estratégias de aprimoramento.

Avalie a performance da equipe

Um dos principais motivos para recorrer ao outsourcing de TI é a otimização do tempo e a redução de custos. Portanto, algumas métricas são imprescindíveis para mensurar o desempenho da equipe remota. Cada KPI, ou indicadores-chave de performance, irá variar de acordo com o negócio. No entanto, alguns podem convergir, como:

  • ROI (Retorno Sobre Investimento);
  • Velocidade;
  • Taxa de falha do software;
  • SLA (Sales Level Agreement).

Contrate um gestor

Pode acontecer de você contratar uma equipe remota, porém não saber especificidades técnicas que envolvem o trabalho dela. Logo, a contratação de um gestor para fazer isso tudo por você é uma opção.

No caso de empresas de outsourcing de TI, o gestor de projetos próprio já deve existir. A vantagem é que ele já trabalhou com os demais profissionais e os conhece, facilitando o gerenciamento.

Conclusão

Os meios corporativos têm aderido cada vez mais aos softwares internos e digitalizado processos para se adequar às tendências globais da transformação digital. Porém, a contratação de times próprios de TI acaba por ser um processo não tão vantajoso à depender do caso, fazendo com que empresas recorram ao outsourcing de TI. Contudo, a gestão de equipes remotas não é uma tarefa tão simples, exigindo alguns requisitos.

O principal é ter habilidades de liderança para conhecer bem a equipe para mantê-la amparada e motivada, aumentando a produtividade e, consequentemente, resultados satisfatórios. Porém, equipes remotas de outsourcing de TI também contam com seus próprios gestores, o que otimiza a gestão da equipe contratada.

Para desenvolvimento das habilidades de liderança, a filosofia Kaizen pode ser uma excelente metodologia para planejar os resultados do negócio e manter a equipe em ação. Conheça-a e coloque em prática!

Aproveite e conte nos comentários qual é seu maior desafio na gestão de equipes remotas.


  • Taysa Bocard
  • Analista de marketing
  • O interesse pela tecnologia e desejo por conhecimentos variados sempre fizeram parte de mim, isso desde a infância. Esse desejo pueril refletiu no meu cotidiano: sou jornalista engajada nas "techs". Porém, a busca pelos saberes não é a parte mais gratificante da minha atuação. Na verdade, o que mais me empolga é passar as informações para frente.

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