Tipos de terceirização: Outsourcing offshore e onshore

Os conceitos de outsourcing Offshore e Onshore atualmente são temas em alta quando se trata de terceirização do desenvolvimento sistemas e aplicações de TI.. Esses conceitos possuem definições claras. Entretanto as ideias por trás deles mudam de acordo com o cenário em que eles serão aplicados.

Vamos entender o que cada um deles significa, e também entender quais as aplicações em relação ao atual cenário brasileiro, tanto pela perspectiva de quem precisa contratar uma equipe de desenvolvedores de softwares ou pela perspectiva das empresas que oferecem esse tipo de serviço.

Veja também: O que considerar antes de contratar outsourcing de TI

Qual a diferenças entre empresas onshore e offshore?

A definição das palavras onshore e offshore são normalmente usadas para se referir a modelos de negócios opostos.

O termo onshore representa empresas que buscam um parceiro para a terceirização de serviços a partir do mesmo país. Isso teoricamente significa uma terceirização próxima de casa e consequentemente mais fácil.

Já o termo offshore significa o oposto, ou seja, trata-se de empresas que fazem negócios com empresas de outros países em relação ao seu. Dessa forma, existem diferenças de fuso horário, de idioma e também podem existir diferenças monetárias.

Daí que também surge o conceito “nearshore”, o qual se trata de uma variação do offshore. O outsourcing nearshore busca por empresas em outros países, porém com características mais próximas, bem como o fuso horário na mesma faixa, línguas mais próximas, relações econômicas e outros fatores que possam diminuir as barreiras entre a empresa e a terceirizada.

Assim, percebendo quais são as principais diferenças entre um modelo e outro, vamos entender como esses conceitos são trabalhados nos principais países do mundo e consequentemente traçar um paralelo relacionado ao cenário Brasileiro.

Principais países para outsourcing de TI

A empresa de consultoria Kearney levantou um top 20 principais países para o outsourcing offshore. Dentro desse ranking, o Brasil se mantém presente. A lista dos países são: Índia, China, Malásia, Indonésia, Vietnã, Estados Unidos, Reino Unido, Brasil, Filipinas, México, Estônia, Colômbia, Egito, Alemanha, Lituânia, Bulgária, Rússia, Peru e Ucraina.

À seguir vamos aprofundar um pouco em alguns países e porque fazem parte do ranking da Kearney.

O cenário asiático

Na Ásia estão situados os principais centros de desenvolvimento e locação da indústria de ITO (information technology outsourcing), BPO (business process outsourcing) e KPO (knowledge process outsourcing) — e não por acaso.

Países como Índia, China, Malásia, Indonésia, Vietnã e Tailândia se destacam e demonstram um ambiente favorável para esse tipo de desenvolvimento. A Indonésia, por exemplo, se destaca por ter a hora de trabalho considerada a mais barata entre todos países do mundo.

Já a China demonstra um ambiente de negócios extremamente favorável, além da criação de vários laboratórios voltados para o desenvolvimento de novas tendências tecnológicas como IA e IoT. Enquanto isso, o Vietnã demonstra avanços semelhantes, com melhoras no ambiente de negócios e infraestrutura, recebendo investimento de multinacionais como Intel e IBM.

Nestes países está sendo criada uma cultura de qualificação de pessoas e consequentemente investimento massivo na aperfeiçoamento de novas tendências, proporcionando um ambiente favorável que os colocam como celeiro mundial de desenvolvedores e principais no mercado para ITO, BPO E KPO.

A Índia é destaque entre as opções de outsourcing offshore

A Índia, por outro lado, se destaca e muito no cenário de outsourcing offshore. Ela possui diversos programas de capacitação e qualificação do seu pessoal, apresentando um ótimo custo benefício e, principalmente, pela vantagem do idioma inglês que nenhum outro país de baixo custo pode igualar.

As horas de trabalho no país são muito baratas se comparado a maioria dos países do mundo. Em comparação com países da união europeia ou norte americanos, a discrepância é ainda maior, podendo chegar ao dobro ou até mesmo o triplo do valor cobrado por hora de trabalho por desenvolvedores indianos.

Segundo a Kearney, a Índia é considerada o melhor país para se terceirizar TI, pois está entre os líderes nas 4 principais categorias que são consideradas de influência, são elas: atratividade financeira, habilidade e disponibilidade de pessoas, ambiente de negócios e ressonância digital.

Mas e o Brasil?

O Brasil se faz presente como uma boa opção para o outsourcing de TI offshore. O cenário nacional pode ser considerado relevante no âmbito global, visto que, excluindo a Ásia, o país está num top 3 de melhores opções junto com Estados Unidos e Reino Unido.

O país é o líder regional sul americano quando analisamos o mercado de inovações e soluções de TI. Dessa forma, para países vizinhos se torna interessante contratar os serviços de empresas brasileiras — o que pode ser entendido como nearshore. Colômbia e Peru possuem mercados em desenvolvimento, aparecendo no top 20 da Kearney. Entretanto o Brasil é o líder absoluto entre as opções de outsourcing offshore na região, existindo muita demanda de países como Argentina, Bolívia, Chile e Uruguai.

O país também se torna uma opção extremamente interessante para países falantes do português como Portugal, Angola e Moçambique. Além da vantagem do idioma, no caso do país europeu, outro grande benefício em procurar serviços de TI brasileiro está na atratividade financeira, visto a desvalorização do real em relação ao euro. Já para os países africanos, o principal atrativo é a o nível de habilidade da mão de obra brasileira, além do idioma.

Portanto, existe estrutura e habilidades no cenário interno suficientes para que pequenas, médias, grandes e multinacionais não precisem buscar equipes de desenvolvedores em outro lugar. O país é atrativo financeiramente e possui também um ambiente de negócios favorável. Entretanto precisa evoluir quanto a disponibilidade de pessoas, visto que o mercado nacional apresenta déficit de profissionais da área com milhares de vagas de emprego ociosas.

Outsourcing offshore ou nearshore: qual escolher?

Em países ricos, com economias e moedas fortes, o mais natural é a procura pelo outsourcing offshore em países menos desenvolvidos, conseguindo vantagens estratégicas. Imagine uma empresa inglesa que deseja o desenvolvimento de um sistema. É bastante lógico que ela irá procurar por alternativas em países como a Índia, visto a vantagem do euro em relação à moeda local daquele país.

Enquanto isso, uma empresa brasileira que busca esse tipo de serviço nos estados unidos não terá tantas vantagens, pois se se torna um projeto muito mais caro, não sendo a melhor opção pelo ponto de vista financeiro.

Fuso horário, idioma e principalmente a capacidade e habilidade dos desenvolvedores são também consideradas variáveis que impactam na escolha de um parceiro offshore. Afinal, de nada adianta buscar um parceiro que seja apenas mais barato. Portanto, a decisão deve ser bem ponderada, pois, como acabamos de ver, existem fatores que influenciam nos benefícios ou não dos diferentes tipos de outsourcing.

Aliás, é importante levar em consideração que também existem diferentes áreas de TI, as quais podem ser realizadas remotamente ou não. Dessa forma, olhe primeiro para essa necessidade: é preciso atendimento in loco? Se sim, uma equipe remota não será a solução mais indicada.

Por outro lado, se a sua necessidade for o desenvolvimento de softwares, bem como aplicativos, os times remotos são muito bem-vindos. Para facilitar um pouco mais a sua jornada de pesquisa, liste as empresas de outsourcing de TI que podem te atender e depois escolha. Caso seu interesse seja nos aplicativos móveis, procure pelas empresas referências em desenvolvimento de softwares mobile.

Depois volte aqui e conte para a gente qual tipo de outsourcing você escolheu. E como sua dúvida também deve ser a de muitos outros, não deixe de compartilhar e leve esses esclarecimentos para outras pessoas!


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  • Ninguém jamais deveria levar o crédito pelo trabalho de outras pessoas! Certos artigos aqui na Usemobile são criados de forma tão colaborativa que é impossível atribuir-lo a uma só pessoa. Por isso, este artigo é do time que joga na linha de frente, o Marketeam.

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