Como amadurecer minha ideia de aplicativo?

Um jovem estudante saiu para viajar de Boston para Nova York, quando entrou no avião percebeu que tinha esquecido seu pendrive, com diversos arquivos importantes. Ao esquecer seu pendrive, surgiu a brilhante ideia “por que não existe serviços de armazenamento em nuvem para uso pessoal?”. E, esse jovem era é ninguém mais que Drew Houston, criador do DropBox.

Então, durante a viagem escreveu as linhas de códigos que deram início a uma empresa que hoje possui US$ 10 Bilhões de valor de mercado e mais de 300 milhões de usuários pelo mundo.

Ideias de 1 bilhão de dólares podem surgir a qualquer momento. Por isso, é muito importante saber a maneira de evoluir sua ideia e de protegê-la.

Como amadurecer sua ideia de aplicativo

Uma das maiores dificuldades de quem deseja lançar um aplicativo, sem dúvida, é tirar a ideia do campo imaginário e transforma-la em um produto.

De acordo com uma pesquisa, realizada pelo Sebrae, 3 a cada 10 empresas de tecnologia (startups) fecharam as portas no ano de 2018. Isso mostra a importância de amadurecer sua ideia de aplicativo antes de entrar no mercado.

Uma boa ideia de aplicativo leva em média 10 minutos para ser explicada. Se você não consegue explicar sua ideia nesse tempo, provavelmente, existe algum problema. Que tipo de problema? É bem simples de descobrir, responda essas 3 perguntas:

  • O seu aplicativo tem mais que 4 funcionalidades principais?
  • Você planeja trabalhar com mais de um modelo de negócio?
  • O seu negócio é focado no cliente final de um nicho muito específico?

Se você respondeu sim para alguma dessas perguntas, então sua ideia não está preparada para o mercado. Por isso, para te ajudar, vamos ensinar em 3 etapas como amadurecer sua ideia de aplicativo.

1ª etapa – Como transformar sua ideia em um aplicativo

Quando se tem uma ideia brilhante, é muito difícil conter a empolgação. Por impulso, espalhamos aos quatro cantos e já queremos lançar o aplicativo. Mas, como diz o velho ditado, “apressado come cru”. E, para evitar frustrações, responda às perguntas abaixo atentamente:

Como será o meu aplicativo?

Elabore uma descrição minuciosa do que será seu aplicativo. Rabisque e escreva, faça o que achar necessário, o importante aqui é registrar o que você imagina para o seu aplicativo. Fizemos um checklist do que escrever/rabiscar.

  • Qual o propósito do aplicativo.
  • Qual funcionalidade ele terá.
  • Qual a utilidade do app.

Esses pontos vão te ajudar a entender como será o aplicativo. Mas isso não significa que você já pode começar a desenvolvê-lo.

Qual solução você oferece ao mercado?

Criar um app só porque parece ser uma boa ideia, pode não ser a melhor coisa a se fazer. Sem dúvida, é importante que você entregue algum valor ao mercado, ou seu aplicativo, simplesmente, não será aceito.

Uma forma de enxergar como sua ideia pode entrar no mercado é através do modelo Lean Canvas. Este é um modelo adaptado do business canvas model, adaptado para startups que desejam seguir a metodologia lean.

Qual seu público-alvo?

Antes de criar o aplicativo, além de saber como ele irá se encaixar no mercado, você tem que ter em mente quem será o público-alvo. Determinar quem serão os usuários finais do seu app vai ajudar a entender como sua ideia se encaixa ao usuário. Escrevemos um post em parceria com a Rock Content sobre como definir a persona ideal para meu aplicativo, vale a pena conferir.

Quem são meus concorrentes?

Não importa o setor do mercado que você vai escolher atuar, a concorrência é sempre um excelente parâmetro para definirmos os diferenciais de nosso produtos.

Estudar a concorrência é vital para a criação do seu plano de negócio e aplicativo, assim, você estará pronto para enfrentar o mercado e se manter relevante.

2ª etapa – Como definir o orçamento (budget) do seu aplicativo

Na hora de construir um produto digital, é comum lidar com diversos custos. Serviços de desenvolvimento de aplicativos não são baratos. Então, é de suma importância pensar em cada ponto do budget do seu app. Existem alguns passos que podem ajudar, são eles:

Selecionar sua plataforma

A escolha da plataforma é um ponto chave para definir seu budget. A escolha a ser feita é óbvia, Android ou iOS. Seu budget pode variar muito caso seu app seja feito para uma plataforma ou para ambas.

A melhor maneira de se decidir entre essas plataforma é responder a pergunta ”quem é meu público-alvo?”. Veja qual plataforma onde você pode ter maior alcance e direcione seus recursos para ela. Além disso, lembre-se de olhar para seus concorrentes e em quais plataformas estão inseridos.

Avaliar os recursos do seu app

Cada recurso tem um custo para ser implantado. Por isso, crie uma lista com todas as funcionalidades desejadas. Isso vai ajudar a enxergar quais são mais importantes e quais podem ser implementadas depois.

Decidir entre desenvolver “sozinho” ou terceirizar o desenvolvimento.

Quando falo “sozinho” quero dizer administrar o desenvolvimento sozinho, já que hoje são raros os casos de apps de fundo de garagem que emplacaram. Por isso, esse é um ponto importante para amadurecer sua ideia de aplicativo. Pois, caso você não possua experiência em administrar projetos de TI e decida por faze-lo, isso pode comprometer todo o projeto e, certamente, irá por água abaixo antes mesmo de chegar ao mercado.

Por isso, considere terceirizar o desenvolvimento do seu aplicativo. Além de tornar mais fácil o cálculo do seu budget, você terá uma segurança maior quanto a prazos e qualidade do aplicativo.

Estimar os lucros e definir as metas

Qualquer projeto, independente do setor, requer metas claras, com aplicativos não é diferente. A partir desse ponto você será capaz de entender quanto tempo irá precisar para ter o retorno do que foi investido.

3ª etapa – Como proteger sua ideia de aplicativo

O medo de ter sua ideia roubada ou copiada, não é algo que você deve desconsiderar. Por exemplo, na Copa do Mundo de Futebol de 2010 a Skol realizou uma campanha publicitária bastante interessante e chamativa. Foram lançadas as latinhas falantes, a campanha da cervejaria possibilitava que pessoas comuns criassem mensagens e frases diferentes que seriam repetidas pelas latas falantes.

A ideia foi originalmente criada pelo analista de suporte Israel Dias, que contou para várias pessoas diferentes antes de depositar a patente. Um publicitário ouviu a ideia e vendeu o projeto para Skol.

No caso de Dias, para sua sorte, a Skol não patenteou a lata e ele tinha meios de provar que era o inventor. Mas nem todos têm a mesma sorte. Em um empreendimento onde a “ideia” é seu principal ativo, como são as startups, a proteção da propriedade intelectual é uma questão de sobrevivência. Mas…

Aplicativos não possuem patente

É verdade! Aplicativos são programas de computadores e não são, em princípio, patenteáveis, mas podem ser protegidos através do registro dos direitos autorais por se tratar de uma propriedade intelectual. Somente invenções e modelos de utilidades podem ser patenteados, segundo o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

De acordo com o site Pequenas Empresas & Grande Negócios, propriedade intelectual se refere à proteção de marcas, desenhos industriais, direitos autorais, indicação geográfica, entre outros. Por isso, o primeiro passo é se certificar de qual parte da sua ideia é apta para ser protegida.

Empreendedores que buscam direitos autorais sobre o modelo de negócio, ponto o qual os investidores ou empregados podem se apropriar, o certo a se fazer seria a elaboração de um Non Disclosure Agreement (NDA) ou Termo de Confidencialidade, legitimado por um documento assinado entre as partes.

O que é um NDA ou Termo de Confidencialidade

O Termo de Confidencialidade ou NDA é um contrato legal que cria uma relação confidencial entre as partes. Ao assinar um NDA, um indivíduo, seja ele um funcionário, prestador de serviço ou mesmo fornecedor, promete não divulgar as informações compartilhadas pela outra pessoa sob pena de violação do contrato.

Apesar de ser uma prática comum no setor da tecnologia, vale a pena ficar atento. Muitas agências podem não propor tal contrato. Sob o mesmo ponto de vista, é bom ficar atento também às cláusulas para assegurar que sua ideia está sendo realmente protegida.

Quais os tipos de contrato de confidencialidade?

Existem duas formas básicas, de se elaborar um acordo NDA, ele pode ser unilateral ou bilateral. Porém, quando se fala em aplicativos ou produção de sites, por exemplo, a usabilidade do contrato de confidencialidade pode receber algumas modificações. Por isso, é importante ressaltar que cada forma possui um perfil diferente e tem suas características e funções específicas.

Unilateral

Um contrato de confidencialidade unilateral é usado quando apenas uma das partes tem informações que deseja manter sigilo. Por exemplo, quando você quer contratar uma empresa para desenvolver seu aplicativo. Por certo, é imprescindível que você peça um acordo para assegurar que sua ideia permanecerá em segredo ao longo da produção.

Nesse caso, o prestador de serviço se comprometeria a manter as informações do projeto protegidas de eventuais vazamentos. Outro ponto importante é que a exigência desse contrato de confidencialidade pode ser formulado antes mesmo do fechamento da proposta com a empresa.

Bilateral ou mútuo

Um NDA bilateral é usado quando ambas as partes possuem informações que precisam ser mantidas em confidencialidade. Esse tipo de acordo é mais comumente usado quando duas ou mais empresas estão fazendo fazendo uma fusão ou pretendem iniciar um projeto em conjunto.

Dessa forma, o contrato de confidencialidade pode ser usado em transações com um ou mais sócios. Se você pretende fazer um aplicativo para sua empresa e a organização não é somente sua é de extrema importância que você assegure seu projeto de eventuais vazamentos, uma forma de fazer isso é exigindo o acordo entre as partes envolvidas.  

Há também o convênio de confidencialidade multilateral. Neste caso, é quando as partes que constituem o contrato possuem graus diferentes de comprometimento. Nessa situação é feito um sigilo voltado a cada uma das partes envolvidas.

Situações onde deve-se assinar um NDA

  • Quando você realmente possui uma propriedade intelectual – Se você conseguiu realizar o registro de propriedade intelectual do seu app, é recomendado fazer um contrato NDA.
  • Quando ambas as partes não discordam do contrato – Se os desenvolvedores do seu app, sejam freelancers ou agências, não forem contra a ideia de assinar um NDA, recomenda-se a elaboração de um. Quando o projeto tem que permanecer em segredo – Se houver uma situação em que todo projeto tenha que permanecer “escondido” do público, insista na elaboração de um NDA. Isso impedirá que a agência mostre seu projeto em seu portfólio.
  • Quando existe a necessidade de manter sigilo de curto prazo – Se sua ideia precisa ser protegida por um período de tempo curto ou fixo, é melhor elaborar um NDA que à proteja até que seja a hora certa de divulgar.

Colha seus frutos

Agora sua ideia de aplicativo está pronta para amadurecer e, portanto, pronta para ser levada em frente. Se você já possui financiamento, basta começar o desenvolvimento do app, se ainda está em busca de financiamento, leia este artigo, certamente vai ajudar.

Deixe suas dúvidas, críticas ou elogios aqui nos comentários! E se deseja fazer um orçamento com uma das maiores agências de desenvolvimento de aplicativo do Brasil, entre em contato!


  • Vitor R. Galante
  • Gerente de Marketing
  • Viciado em novas tecnologias, adoro e me entusiasmo com novidades. Escrever artigos sobre os mais diversos temas tecnológicos me traz paz de espirito. Morar, trabalhar e estudar em Ouro Preto me fez entender que tradição e inovação podem sim andar juntas.

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