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3 dicas para uma Startup rentável

Startup é um termo muito utilizado, mas antes de falar como torná-la rentável, é importante entendermos o que significa.

Veja a definição de Startup segundo Steve Blank, um famoso empreendedor do Vale do Silício:

“Uma organização temporária em busca de um modelo de negócios repetível e escalável, onde alocar seus recursos irá determinar o quão rápido, ou mesmo se, você vai chegar a rentabilidade.”

O caminho para criar uma startup rentável varia de acordo com o tipo de produto e a segmento de indústria que está atuando. Além disso, precisamos levar em consideração o fato da startup ser enxuta.

Os seguintes pontos devem ser levados em consideração:

Co-fundador com habilidades complementares

Se você não for capaz de encontrar alguém cujos pontos fortes equilibre suas fraquezas, você irá acabar gastando mais dinheiro durante o período no qual você não pode permitir isso -afinal, estará faltando conhecimento e experiência nas mesmas áreas. Por exemplo, se você é um desenvolvedor com pouca ou nenhuma experiência em marketing, você pode querer encontrar alguém que possa adequadamente preencher essa lacuna de habilidades.

habilidades complementares

Se você não é técnico, é mais relevante encontrar um co-fundador que possa adequadamente avaliar as tecnologias a serem utilizadas. Isso não quer dizer que se você é um fundador técnico, você não seria capaz de trabalhar com uma empresa como a Usemobile, ou se você é um executivo de marketing, que você não seria capaz de trabalhar com uma agência de growth hacking. Se possui alguém com habilidades complementares a sua, então ela pode administrar relacionamentos complementares ao seu. Possibilitando assim, um relacionamento 100% coberto pela sua equipe.

Modelo de negócio financiado pelo cliente

O professor John Mullins, escritor de “The Customer-Funded Business: Start, Finance, Or Grow Your Company with Your Customers’ Cash” apresenta um argumento convincente para a concepção de um modelo de negócios que incentiva seus clientes a pagar-lhe antecipadamente, ou seja, você pode usar a receita para financiar o desenvolvimento do produto..Um exemplo de um modelo de financiamento para o cliente é o modelo de serviço para o produto. Digamos que você é um contador e quer construir o software de contabilidade. Você pode oferecer serviços de contabilidade e consultoria baseando-se nesse software, afim de financiar o desenvolvimento de sua plataforma.

Outro exemplo de um modelo de negócios financiados pelo cliente é o de compra e venda de produtos, como o site Mercado Livre, que reune as duas partes, compradores e vendedores. Dessa forma,  o comprador paga pelo o produto e só então o vendedor é pago.

Por fim, outro modelo financiado pelo cliente é o modelo de assinatura. Os usuários são obrigados a pagar adiantado para acessar o produto. Também modelo de “escassez”, em que as empresas anunciam produtos de edição limitada e realizam a pré-venda, recolhendo o pagamento adiantado antes que os produtos sejam fabricados e enviados.

Dominar pequenos mercados em primeiro lugar

Muitas startup cometeram o erro de direcionamento de um mercado mainstream muito cedo em seu ciclo de vida. Isso não quer dizer que você não possa ter uma mentalidade global. Basta ter um olhar mais atento e você vai descobrir que algumas das empresas de tecnologia mais bem sucedidas hoje, cresceu dominando segmentos de pequenos clientes.

Um exemplo, o Paypal, que incidiu sobre os usuários do eBay antes de dominar o mundo do ecommerce, Facebook que teve como inicio os estudantes de Harvard depois expandido para outras universidades e Airbnb, que lançou em São Francisco antes de ser implantado em outras cidades.

O primeiro e mais importante, esta estratégia permite testar o mercado, validar a ideia. Por exemplo, o Uber tentou aplicar seu conceito de negócio de serviço de Táxi on-demand que falhou na cidade de Boston. O mercado não estava confortável, ou psicologicamente preparado,  com a ideia de entrar num carro de um estranho. O mercado de São Francisco, por outro lado, reagiu de uma forma bem mais receptiva ao modelo de negócios proposto pela Uber.

A razão dessa estratégia ser eficaz em ajudar as startups a alcançarem a rentabilidade é simplesmente porque é mais barato e mais fácil de resolver um ponto de dor, de um pequeno segmento de clientes do que capturar e encantar o mercado mainstream.

Uma coisa comum que mata startups, particularmente aquelas com produtos de mercado, é o fracasso interação. Se você não pode de forma confiável e previsível construir uma interação entre duas partes em uma plataforma, isso irá falhar. Por exemplo, você não pode ter um portal imobiliário  sem anúncios de imóveis.

Mas, quando você está em uma pequena empresa e não há recursos para capturar todo o mercado imobiliário? Você pode começar com um bairro, em uma cidade e expandir a partir daí.

Seus clientes mais valiosos sempre vão estar no nicho de mercado. Você pode começar a dominar os mercados menores no início, tendo um custo por aquisição menor e garantindo uma base de clientes com vida útil muito maior.

É importante ressaltar, que as pequenas comunidades tem um ambiente mais propicio ao marketing orgânico. Popularmente conhecido como marketing boca-a-boca.

DICA BÔNUS PARA TER UMA STARTUP RENTÁVEL

Por fim, tenha um cronograma para criar e lançar seus produtos.

Se tratando de produtos virtuais, é fundamental seguir esses 13 passos:

  • 1- Crie um objetivo
  • 2- Definia o público-alvo
  • 3- Analise o mercado
  • 4- Faça um esboço do seu produto
  • 5- Crie wireframes e sua storyboard
  • 6- Defina as tecnologias a serem utilizadas
  • 7- Valide o modelo do produto de forma rápida e barata
  • 8- Construa a versão final do seu produto com base nas validações
  • 9- Faça um design pensando na experiência do usuário
  • 10- Teste com o público alvo
  • 11- Esteja sempre melhorando, faça os ajustes necessários
  • 12- Lance com um grupo seleto, para colher feedbacks
  • 13- Crie um pano de marketing pensando no lançamento oficial

Quais outras dicas você daria para uma startup rentável?

Conte para gente nos comentários.


  • Conrado Carneiro
  • Diretor de Negócios
  • Diretor de negócios na Usemobile atua diretamente na criação de produtos: Da ideia ao lançamento. Apaixonado por tecnologia, tem como hobby o estudo de UI/UX mobile. Atleticano por opção! "As pessoas vêem aquilo que elas querem ver"

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