Mapbox ou Google Maps: qual API escolher para seu app?

Nós já vimos antes que a geolocalização já está presente em muitos aplicativos que usamos no nosso cotidiano. Quando viajamos, podemos enviar nossa localização em tempo real para algum parente acompanhar o trajeto. Ou ainda, ativamos o GPS para adentrar na realidade aumentada proporcionada pelo Pokémon Go.

Todas essas informações de localização ficam guardadas nas empresas que coletam e atualizam esses dados. Ou seja, um aplicativo que se propõe usar mapas não precisa criar o próprio, pois já tem tudo prontinho só esperando para ser usado e adaptado. Essa integração da geolocalização nos aplicativos é feita pelas chaves de APIs, e os principais provedores atuais são o Mapbox e o Google Maps. Neste artigo nós vamos comparar ambos e ensinar qual deles escolher.

1- Os pontos em comum do Mapbox e Google Maps
2- Mapbox vs. Google Maps: quanto custam?
3- Principais destaques do Google Maps
4- Destaques do Mapbox
5- Qual deles escolher?
6- Como integrar e utilizar?
7- Outras opções de plataformas para aplicativos
8- Escolhi minha API. Qual o próximo passo?

Os pontos em comum do Google Maps e Mapbox

O fato é: ambas as empresas possuem serviços de dados geográficos. Isso implica que elas possuem seus satélites e produzem mapas que são constantemente atualizados. Contudo, é de se esperar que existam convergências em seus serviços. 

Tanto o Google Maps quanto o Mapbox oferecem imagens de satélite, relevo e street view. E parte dessas informações de ambas as plataformas são feitas por crowdsourcing, através dos OpenStreetMaps (OSM) e outras formas de contribuição. Isto é, os usuários oferecem informações relevantes para que as empresas possam atualizar seus dados.

Isso pode ser feito quando registramos um ponto comercial no mapa, oferecemos dados cadastrais como telefone e horário de funcionamento de um estabelecimento, por exemplo. O Google Maps utiliza esses dados para constituir seus painéis do conhecimento: basta clicar num ponto para saber as principais informações sobre ele como os já mencionados, o website, as avaliações e outros.

Para melhorar a experiência do usuário, ambas as plataformas possibilitam a personalização de algumas informações, como as fontes, cores e informações de terreno. Porém, o Google Maps é mais rígido quanto essas alterações, enquanto que no Mapbox é bem mais flexível. Dentre essas customizações, é possível também adicionar marcadores.

Além disso, as plataformas também agregam bastante as redes sociais, possibilitando interações a partir dos mapas em tempo real, como veremos à diante.

Google Maps vs. Mapbox: quanto custam?

A competição entre as plataformas de geolocalização é acirrada até mesmo nos preços. O Mapbox tem 25 mil consultas gratuitas* ao banco de dados, enquanto que o Google Maps oferece US$ 200 dólares mensais de bônus para usar. Vamos conferir seus valores: 

Mapbox

  • Até 25 mil consultas – gratuito
  • 25 mil até 125 mil – $4 dólares
  • 125 mil até 250 mil – $3,20 dólares
  • 250 mil até 1,25 milhão – $2,40 dólares
  • à partir de 1,25 milhão – Time de vendas

Google Maps

  • até 100 mil – $5 dólares
  • 100 mil até 500 mil – $5 dólares
  • à partir de 500 mil – Time de vendas
  • os US$ 200 dólares equivalem a 40 mil

Esses preços são para os serviços para mobiles. Porém, não são as únicas aplicações dessas plataformas. Você pode conferir todos os preços do Mapbox e do Google Maps em seus websites.

*As consultas consistem na checagem de informações na biblioteca das APIs. Para realizar uma rota, por exemplo, o aplicativo precisa solicitar as informações da API. Cada procedimento possui um valor unitário. Se um usuário testar 3 endereços diferentes, o número de consultas será equivalente.

Principais destaques do Google Maps

O Google é uma empresa do século passado, mais precisamente 1998. Isso quer dizer que ela já tem bastante expertise de mercado, totalizando 21 anos de atuação. Por ser difundida globalmente, a empresa sai na frente por já ter domínio no seu segmento. Vamos ver como isso funciona:

Suporte para vários idiomas

Estar em muitos lugares no mundo implica saber várias línguas, se tratando de um grande ponto positivo para o Google Maps. Em 2018, a empresa acrescentou 39 novos idiomas na biblioteca, contabilizando cerca de 1,25 bilhão de pessoas com acesso aos serviços da empresa.

Popular

Contudo, o Google Maps é globalmente popular. O que significa que os usuários estão mais habituados com os conteúdos da empresa, sendo essa familiaridade um fator para a retenção de clientes. Somente no Brasil, mais de 90% da população consulta os serviços da empresa.

Tecnologia

Além dos carros com câmeras 360 para atualizar o street view e satélites, o Google Maps conta também com parcerias para complementar seus serviços. As animações 3D podem se transformar até mesmo em games realistas com o Unity.

Destaques do Mapbox

A Mapbox faz questão de afirmar que é atenciosa e sensível aos clientes. Isso é bastante evidente quando paramos para observar que existem muitas aplicações que são mais flexíveis e recursos de criação dos quais não vemos no Google Maps. O Mapbox Studio permite criar mapas personalizados, por exemplo. Essa é apenas uma das vantagens de usar os serviços da companhia. Vamos conhecer as outras.

Modo offline

Contrário aos aplicativos que utilizam a API do Google Maps, a falta de conexão com internet não é um problema para o Mapbox. A plataforma de localização permite o download dos mapas e das rotas.

Modo escuro

As preferências de estilo fica à cargo do usuário, podendo escolher entre modo claro ou escuro. A vantagem está na economia de bateria dos smartphones.

Personalização

Como já mencionado, a plataforma é atenta aos usuários. Portanto, mapas personalizados e animações 3D podem ser criados com facilidade e sem burocracias com o Mapbox Studio. Os conteúdos dos mapas interativos são diversos, contemplando o clima, edificações 3D, realidade aumentada, rotas e outros que convir.

O Google também possui serviços de personalização e criação 3D, porém ele não é tão flexível quanto às alterações. A Mapbox é totalmente customizável, possibilitando que os usuários criem mapas conforme suas preferências, sendo excelente para empresas, pois podem adaptá-los à identidade visual.

A rede social Snapchat é uma exemplo de personalização. Seu recurso Snap Map foi desenvolvido para interações a partir do mapa. Ou seja, os usuários podem compartilhar as suas localizações e permitir que outros acessem as fotos e vídeos. O clima de halloween influenciou a rede social e seu Snap Map:

Navegação

Uma coisa é acessar as informações geográficas, explorar os mapas e localizar pontos de interesse. Outra é ter um roteiro com todas as informações navegacionais, instruindo exatamente qual rua entrar e em qual altura dela, funcionando como um GPS. Isso é possível com o Mapbox! Além disso, a navegação conta também com recursos de realidade aumentada, sendo um exemplo da presença da transformação digital nos cotidianos.

Qual deles escolher?

A escolha da API ideal dependerá de fatores como a sua localização, a cultura da sua região, os objetivos do seu aplicativo e sua disposição financeira para este investimento.

Sua localização importa

Como vimos no tópico sobre o Google Maps, a empresa já se estabeleceu em muitos países. 

Antes de estabelecer o negócio para uma outra região, primeiro é preciso adaptar algumas estratégias do plano de negócios. As questões culturais daquele local devem fazer parte de todo o planejamento, porque não adiantará de nada se o seu negócio não conseguir se comunicar ou atingir aqueles habitantes. 

Portanto, é imprescindível avaliar qual ferramenta possui mais suporte para a sua localidade. A Rússia e China, por exemplo, são pouco assistidas pelo Google Maps, cenário que favorece a predominância de outras empresas de dados de localização nesses países.

Não precisamos ir tão longe, pois é perceptível que algumas cidades não possuem muitos painéis do conhecimento e marcadores da plataforma do Google Maps. Logo, a personalização pode ser um ponto forte para se considerar usar o Mapbox neste caso, pois a equipe do seu aplicativo poderá acrescentar as informações pertinentes. Afinal, esta plataforma possui menos burocracias é adaptável para qualquer design, fontes e cores, como vimos no exemplo do Snapchat.

E não esqueça de considerar quem serão os seus usuários. Se eles já tem conhecimento de uma plataforma, integrá-lo ao seu aplicativo será um ponto positivo para a retenção de clientes. Fica a dica!

Qual preço mais cabe no seu bolso?

Tudo tem um custo. Se o seu aplicativo não pretende crescer tanto ou está em fase inicial, o Mapbox é mais atraente por oferecer um volume de consultas gratuitas maior que o do Google Maps, sendo 100 mil contra 40 mil, respectivamente.

Vale a pena levar em consideração que a moeda de compra dessas plataformas é o dólar, o que significa que os preços em reais irão variar conforme as taxas de câmbio. Ademais, o Google Maps é o mais caro. Apesar de ser a plataforma mais conhecida no Brasil, o preço deve ser levado em consideração, ponderando principalmente onde o seu aplicativo irá atuar, como vimos no tópico anterior.

Mas existe também a possibilidade da geolocalização ser gratuita. Se o plano de negócios do seu aplicativo visa pouca expansão territorial, o número de usuários poderá será proporcional. Ou seja, se o número de consultas estiver abaixo de 40 mil, o Google Maps pode ser uma opção viável quanto a preço. Se esse volume estiver entre 40 mil e 100 mil, o Mapbox sai na frente.

Contudo, o plano de negócios deve estar bem estruturado, visando saber quantos usuários seu aplicativo terá. Vale a pena ressaltar também que você só pagará aquilo que consumir em ambas as plataformas. Se num mês o volume for 100.001 consultas no Mapbox, você pagará apenas o equivalente: se 100 mil é gratuito, a cobrança será de apenas 1 consulta.

E cada vez que o usuário realiza uma pesquisa, modifica os endereços para uma rota, reinicia o aplicativo, e outros, conta como uma consulta diferente. Logo, numa única sessão pode haver dezenas de consultas.

Bônus: precisão

Este assunto também tange os preços. Quanto mais precisão seu aplicativo precisar, mais caras serão as consultas. Um aplicativo tipo Tinder não requer tanta precisão, pois os usuários podem estar dentro de um raio de distância; já os tipo Uber não, tanto por questões de segurança quanto de cálculo de rotas e seus preços.

Como integrar e utilizar

Mais uma vez, a preocupação de ambas empresas com seus clientes se faz notória, pois elas disponibilizaram tutoriais e guias para instruir a integração de suas chaves de API nos seus aplicativos. Esses conteúdos contemplam como desenvolver os mapas interativos, entre outras funcionalidades. Então acabe com as suas dúvidas sobre o Google Maps e Mapbox.

Outras opções de plataformas para aplicativos?

Apesar do Mapbox e Google Maps terem maior destaque, existem outras plataformas de geolocalização que podem ser integradas ao seu aplicativo:

Escolhi minha API. Qual o próximo passo?

A escolha do API de geolocalização é apenas uma parte do planejamento do seu aplicativo. Para não deixar o seu plano de negócios defasado, aprenda como criar um aplicativo para saber o que mais seu app precisa e monte a sua estratégia! Você pode também estudar os aplicativos mais baixados para inspirar o seu planejamento. Aproveite e conta para a gente nos comentários qual das plataformas você escolheu: Google Maps ou Mapbox?


  • Taysa Bocard
  • Analista de marketing
  • O interesse pela tecnologia e desejo por conhecimentos variados sempre fizeram parte de mim, isso desde a infância. Esse desejo pueril refletiu no meu cotidiano: sou jornalista engajada nas "techs". Porém, a busca pelos saberes não é a parte mais gratificante da minha atuação. Na verdade, o que mais me empolga é passar as informações para frente.

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