produtividade-ao-inves-da-eficiencia

Por que escolher a produtividade ao invés da eficiência

Produtividade ou eficiência? Esse post vai mostrar a diferença entre os dois conceitos e porque devemos nos concentrar na produtividade, não na eficiência.

12 horas: esse era o tempo levado para construir um carro antes de 1913. Depois disso, Henry Ford reduziu esse tempo para apenas 2h30, com a famosa linha fordismo de produção. Seu objetivo, desde o início, era tornar possível a posse de um carro para todos os americanos, através da diminuição do custo de produção. A parte difícil, entretanto, foi descobrir exatamente como fazer mais com menos.

henry-ford

Ainda quando criança, Ford ficava desmontando relógios e montando-os novamente. Como seu pai não apoiava suas ambições, Henry Ford fugiu de casa, quando tinha apenas 16 anos, para ser aprendiz em uma oficina mecânica. Com 40 anos, Ford era taxado como sonhador demais. Seus conhecidos o criticaram por preferir “mexer com máquinas estranhas” a trabalhar um emprego fixo. Apesar disso, alguns amigos de Ford acreditaram nele. Assim, ele começou sua empresa com um investimento inicial de US$28 mil.

Quer saber mais sobre a importância dos apps para aumentar a produtividade? Clique aqui!

Ford estudou os processos de fabricação de fluxo contínuo de cervejarias, moinhos de farinha e frigoríficos. Depois, pegou emprestada essas ideias para aumentar a eficiência em suas fábricas. Uma de suas primeiras medidas foi dividir a montagem dos Modelo T em 84 etapas.

modelo-t-ford

Cada trabalhador foi treinado em uma etapa e ficou responsável apenas por completar essa tarefa individual. Assim, o funcionário não era multitarefa, mas fazia corretamente o que lhe designavam. Embora essa eficiência tenha aumentado até certo ponto, apenas quando Ford implementou máquinas a produção realmente disparou. Assim, ele passou a desenvolver a primeira linha de montagem móvel da indústria. Ford fabricou mais de 29 milhões de automóveis e acumulou um patrimônio de US$200 bilhões.

A “mentalidade de eficiência” adotada pela Ford dominou o mercado até o início dos anos 2000. Líderes do setor, como General Electric, Honeywell e HP, apresentaram seus programas de eficiência e resultados finais associados. Conforme relatado pela Harvard Business Review, o crescimento dos lucros do S&P500 foi de quase três vezes a taxa de inflação durante este período de tempo, apesar de vários anos de crescimento moderado.

No entanto, as coisas começaram a mudar em 2015…

“Os lucros do S&P500 começaram a cair e o crescimento dos lucros permaneceu negativo desde então”, disse Michael Mankins, da HBR. “Sem o crescimento da receita, continuar a obter maiores lucros por meio da eficiência tornou-se o mesmo que tentar extrair leite de pedra.”

Mankin argumentou que o ambiente de negócios de hoje requer uma visão de mundo diferente – uma voltada para a produtividade em detrimento da eficiência. Isso porque, embora a eficiência seja fazer mais com menos, a produtividade significa fazer mais com o mesmo.

Como sugerido por uma pesquisa recente, as organizações mais bem sucedidas de hoje são aquelas que nutrem a produtividade no local de trabalho. Confira algumas boas práticas de produtividade:

# Produtividade da equipe é melhor que eficiência individual

Poderíamos adotar a linha fordismo de produção. Assim como Ford, nós poderíamos pedir a cada pessoa para assumir um trabalho de cada vez e passar para o próximo logo depois. Dessa forma, poderíamos fazer com que trabalhassem 100% do tempo e tornassem a empresa uma organização super eficiente.

Mas, hoje, não é assim que as coisas funcionam. Não é assim que o mundo gira. E, principalmente, não é assim que as empresas de maior sucesso trabalham. Em vez de fazer com que cada pessoa trabalhe em uma tarefa por vez, as equipes multifuncionais trabalham em um projeto de cada vez. E, dessa forma, são produtivas e criativas.

sala-conjunta-maior-produtividade

Quando trabalham em empresas que permitem a criatividade, automaticamente a produtividade aumenta. Assim, são independentes e capacitados para tomar suas próprias decisões. Eles criam ótimas ideias, executam e testam rapidamente e constroem constantemente novas ideias sobre as outras.

Eles funcionam lindamente. Ninguém tenta resolver um problema isoladamente, de modo que cada projeto possui várias vozes, habilidades, planos de fundo e estratégias.

Então, essas empresa utilizam os recursos de maneira mais eficiente? Não.

Mas os utilizam de forma mais produtiva. Ou seja, impulsionam a criatividade. E, caso não fosse assim, o mundo teria perdido a dinâmica da equipe, a propriedade do produto e todas as ideias geradas a partir da discussão de pessoas de diferentes áreas.

# Saia do caminho

Durante os primeiros dias de escalonamento de um negócio, “burocracia burocrática” raramente existe. Uma incrível quantidade de progresso é alcançada em um curto período de tempo com a combinação certa de membros da equipe.
É o constante aumento da complexidade – coincidindo com o crescimento dos negócios – que dificulta lentamente a produtividade, o progresso e a receita. Curiosamente, a maioria dos funcionários quer ser produtiva. No entanto, quanto maiores as organizações, menos produtivos elas se sentem.

De acordo com uma pesquisa, empresas médias perdem mais de 20% de sua capacidade produtiva para algo chamado arrasto organizacional. O termo refere-se a atividades desnecessárias no local de trabalho, requisitos e regulamentos impostos pela alta administração. Ou seja, depois que a empresa começa a crescer, burocratiza processos que, antes, eram simples, o que dificulta e coloca obstáculos no caminho dos colaboradores.

A maior oportunidade para melhorar a produtividade organizacional é reduzir o número de reuniões desnecessárias e os participantes da reunião. Até porque aquele ditado que diz que “tempo é dinheiro” não é verdade. Pode-se sempre ganhar mais dinheiro, mas o tempo, esse é insubstituível. É verdade que reuniões fazem parte de nossas vidas. Mas todos precisamos definir os próprios limites e criar uma estratégia de reunião adequada à organização.

chefe-assinando-papeis-por-burocracia

# Maximize seus MVPs

A maioria das empresas tem um punhado do que eu chamaria de MVPs estrelas. Eles estão espalhados por todos os departamentos, e vêm de todos os lugares, com as mais diversas formações. Entretanto, esses talentos são colocados em cargos e funções que limitam sua eficácia dentro da empresa. E, por esse motivo, não têm o impacto positivo esperado. Por que?

Apesar de todo dinheiro e esforço, que não são poupados para conseguir esses talentos, poderiam ter sido investidos na acertividade dos procedimentos do time. Assim, mesmo que algum dos funcionários saia, o talento estará na equipe em si e em sua metodologia, e não concentrado em uma só pessoa.

Quando priorizamos conhecer o colaborador como pessoa, e não como currículo, conseguimos maximizar sua produtividade. Consequentemente, ele terá um impacto maior na empresa. Mas como fazer isso?

Para que isso seja possível, é necessário saber quem você contratou e a forma de pensar dessa pessoa. É necessário levar em conta questões como: Que tipo de impacto ele quer fazer? Há alguma coisa que ele mudaria se estivesse no comando? Existe alguma coisa que ele acha que se destacaria em fazer, mas nunca teve a oportunidade de experimentar?

Quanto mais funcionários estiverem trabalhando em seu “emprego ideal”, mais produtiva é a organização como um todo. A verdade é que não existe uma pessoa improdutiva. O que existe, na verdade, são pessoas que se sentem desmotivadas, insatisfeitas e não desafiadas.

# Esqueça a mentalidade “quanto mais, melhor”

Geralmente, quando pensamos em alguém que trabalha duro e dá o seu melhor, pensamos em pessoas que ficam o dia inteiro em seus escritórios, exercendo sua profissão e resolvendo problemas. Infelizmente, crescemos medindo – inconscientemente – o valor de uma pessoa com base em quantas horas ela trabalha, quanto elas conseguem e o quão desesperadas elas estão. Entretanto, vale a pena a reflexão: nosso objetivo é ser o mais ocupado ou fazer o maior impacto?

Conheça 10 aplicativos que vão facilitar sua vida.

A semana de trabalho de 40 horas tornou-se padrão em 1940. A CLT diz que a jornada de trabalho é de 44 horas semanais. Considerando o quanto a natureza do trabalho evoluiu desde então, vale a pena refletir. Afinal, por que estamos impondo práticas de trabalho que foram desenvolvidas há quase 78 anos?

A Nova Zelândia, por exemplo, está experimentando semanas de trabalho de quatro dias, após estudos terem sugerido que a relação entre produtividade e horas trabalhadas é zero. Conforme relatado pelo Guardian, o Luxemburgo é o país mais produtivo do mundo, apesar dos seus trabalhadores terem uma média de 29 horas por semana.

O ideal é que as pessoas possam trabalhar quando se sentirem mais confortáveis para tal. Aqueles que preferem dormir até mais tarde, podem trabalhar à tarde, se quiserem. Aqueles que preferem um horário tradicional, podem chegar cedo. E, ainda, aqueles que possuem hábitos noturnos, podem trabalhar à noite. Isso, é claro, desde que os horários não sejam um empecilho para a função.

homem-olhando-as-horas-no-relogio

Com esse conceito, está sendo possível mudar a mentalidade do mundo. O que hoje ainda funciona na eficiência, aos poucos está dando lugar para a produtividade. Isso não acontecerá do dia para a noite, mas a mudança valerá a pena.
Cada mudança produz ganhos significativos em termos de funcionários mais felizes, maior desempenho e maiores lucros. E, afinal de contas, é isso que todos nós queremos!


  • Mariana Storto
  • Analista de Marketing Digital e SEO
  • Nascida no interior de São Paulo, já me tornei mineira de coração. Graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto, sou apaixonada por Comunicação e Marketing Digital. "A vitalidade é demonstrada não apenas pela persistência, mas pela capacidade de começar de novo."

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *