PIX: como fintechs podem se preparar para oferecer o pagamento instantâneo?

Com previsão para lançamento em novembro, o Pix já se tornou um dos assuntos mais comentados nos últimos meses, principalmente entre instituições financeiras e de pagamento. Isso porque o pagamento instantâneo representa uma verdadeira revolução tecnológica incorporada pelo sistema financeiro brasileiro.

O Pix, novo meio de pagamentos instantâneos do Banco Central, irá permitir transações financeiras em tempo real, mesmo fora do horário comercial. O serviço estará disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, todos os dias do ano, incluindo feriados nacionais.

O que esperar do pagamento instantâneo no Brasil

Hoje, há uma grande expectativa quanto à chegada do Pix. Para a Boarnerges & Cia, consultoria em varejo financeiro, o pagamento instantâneo tem potencial para alcançar entre 11% e 20% do consumo privado em 10 anos.

O estudo projeta, em um cenário conservador, que, em 2029, os pagamentos instantâneos movimentarão um montante de R$ 727 bilhões, número que representaria 11% de um total de R$ 6,6 trilhões, que serão movimentados no consumo privado brasileiro naquele ano.

O intuito do Pix não é eliminar as demais modalidades de pagamentos existentes, mas, sim, fazer com que o pagamento instantâneo coexista com outras formas de pagamento. O cenário aponta a convivência entre cartões, mobile e pagamentos instantâneos.

Além disso, o pagamento instantâneo tende a trazer mais segurança e rapidez às transações, tirando o foco do dinheiro físico. De acordo com as projeções, o volume das transações via Pix deve superar o dinheiro antes do fim dessa década.

Vantagens do pagamento instantâneo para fintechs

O Pix representa a maior revolução em meios de pagamentos vivenciada no Brasil nos últimos anos. Mas o que os pagamentos instantâneos trazem de benéfico para as startups do setor financeiro? É o que vamos falar logo abaixo!

Maior concorrência entre fintechs e grandes bancos

A chegada do Pix deve estimular a concorrência entre as startups de serviços financeiros e os grandes bancos. Para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a maior concorrência entre bancos e fintechs, e o acesso a mais informações sobre os clientes, trarão ganhos de produtividade e redução de custos.

Aumento da oferta de serviços

A estimativa é que o uso de tecnologias como QR Code acelere a digitalização do mercado e a redução da burocracia defendida pelas fintechs.

Além disso, o novo sistema de pagamentos do Banco Central disponibiliza uma nova maneira de transacionar dinheiro, com uma infraestrutura completa de conexões para pagamentos. Assim, fintechs conseguem aumentar a oferta de serviços, bem como se dedicar a outras partes importantes do processo, como a experiência do usuário.

Processo de pagamento mais seguro e confiável

A segurança é um ponto forte do novo meio de pagamento. O mecanismo do Pix não permite chargeback, ou seja, não ocorre o cancelamento de uma compra feita em um e-commerce com o uso do cartão de crédito ou de débito. 

Para garantir a confiabilidade das transações via Pix, o Sistema Financeiro Nacional irá fornecer às transações um alto padrão de tecnologias de proteção de dados e protocolos avançados de segurança cibernética.

Impacto do Pix nas startups de serviços financeiros

Poucos meses antes do lançamento, o Pix promete revolucionar a forma como o mercado, as empresas e os consumidores lidam com transações financeiras. Não só pela disponibilidade ininterrupta do processamento das transações, mas também por representar uma modalidade mais coerente com os novos tempos.

Surge a necessidade, então, de bancos e fintechs se prepararem para receber a nova modalidade de pagamento, uma vez que o Pix poderá ser oferecido dentro dos aplicativos

De acordo com Guilherme Horn, conselheiro da Associação Brasileira de Fintechs, a nova infraestrutura de pagamentos instantâneos representa uma oportunidade para esse tipo de negócio, que poderá criar produtos em que o ato de pagar se tornará quase invisível.

Por exemplo, o Pix vai dar a oportunidade de fintechs viabilizarem, de forma simples e segura, uma nova experiência de pagamento aos seus clientes, dentro da plataforma em que já estão inseridos. 

Como fintechs podem participar do SPI?

Instituições financeiras e de pagamento com mais de 500 mil contas de clientes ativas, considerando as contas de depósito à vista, de depósito de poupança e de pagamento pré-pagas, possuem participação obrigatória no Pix.

Demais fintechs, que não possuem autorização para funcionamento pelo Banco Central, também podem, caso queiram, participar do Pix. Para isso, é necessário utilizar os recursos de um participante direto.

Isso acontece por meio de uma API, um conjunto de definições usadas para integrar softwares de aplicações. Assim, é possível ter acesso à interface de programação de dois aplicativos, trocando informações entre si e criando gatilhos para automatizar tarefas. 

A API de recebimento do Pix deve possuir todas as funcionalidades necessárias para que fintechs realizem cobranças. Isso inclui cadastrar, editar e remover chaves de endereçamento, gerar QR Codes, realizar cobranças via pagamento instantâneo e tudo mais.

Assim, a grande vantagem de utilizar a API do Pix de um participante direto é oferecer a funcionalidade, mesmo sem precisar se conectar diretamente ao Banco Central. Isso representa um custo operacional e tecnológico mais baixo para o participante. 

Confira, abaixo, o fluxo de uma transação entre uma fintech, um participante direto e o SPI:

Fonte: Gerencianet

Então, ficou interessado em oferecer o pagamento instantâneo? Entenda como vai funcionar a API de recebimento do Pix e veja como participar.

Este artigo foi produzido pela Gerencianet.


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2 comentários no post “PIX: como fintechs podem se preparar para oferecer o pagamento instantâneo?

  1. Acho que será uma grande mudança para o país. Para alguns parece pouco, mas faz parte do caminho do desenvolvimento! As transferências DOC são insuportavelmente lentas … Por outro lado, gostaria de saber se já é possível reservar a Chave PIX, porque ouvi dizer que poderia fazê-lo em outubro, no entanto, li hoje um artigo onde diziam que já é possível fazer a reserva .

    O que você acha? Vou deixar aqui o artigo com as informações https://www.qr-code-pagamento.com.br/como-fazer-pagamento-pix-qr-code/

    Alli diz que você pode reservar a chave PIX através do RecargaPay, Nubank, Banrisul e não lembro quais outras plataformas bancárias.

    1. Oi, Ale! De fato, os cadastros serão realizados a partir do dia 5 de outubro mesmo. O objetivo do Banco Central em adiantar o cadastro das chaves PIX foi para o público se familiarizar com o novo meio de pagamento. O que algumas fintechs e instituições estão fazendo é um pré-cadastro da chave PIX. Então elas estão contribuindo ainda mais para essa familiaridade com o PIX. Oficialmente, as chaves de endereçamento iniciarão na data já mencionada, conforme o próprio BC. Logo, basicamente, as instituições vão pegar as informações que elas recolheram para registrar no Banco Central oficialmente a partir da data.

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