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4 coisas que empresas precisam entender sobre Blockchain

A utilização de blockchain para empresas não é tão comum quanto se pensa. Um estudo realizado pela “The 451 Group”  mostra que 28% do setor empresarial está cogitando usar a tecnologia blockchain para empresas em alguma etapa do seus processos, mas atualmente apenas 3% realmente usam.

Empresas de diversos segmentos estão correndo para entrar na onda mesmo sem entender completamente o poder de sua aplicação. Muito além de uma tendência, o Blockchain é um conceito tecnológico que pode transformar a forma como as empresas operam. Se uma empresa quer maximizar o potencial proporcionado pela utilização dessa tecnologia, é preciso entende-la em um nível conceitual.

Blockchain é um livro aberto de distribuição aberta que incentiva o gerenciamento P2P (peer-to-peer) de fundos, ativos e dados. Sua transparência intrínseca e o fato de ser openSource é o que desperta aos desenvolvedores e empresas corporativas a considerar a utilização do blockchain em seu próximo grande projeto.

#1 Blockchain não é Bitcoin!

Antes de aprofundar nesse assunto, precisamos deixar algo bem claro: blockchain não é bitcoin.

A popularidade das criptomoedas leva a maioria das pessoas a supor que blockchain é como Bitcoin e é ai que começa o problema. A falta de compreensão é o maior obstáculo quando se trata da adoção em larga escala dessa tecnologia em grandes empresas.

O lançamento de tokens e ICOs são frequentemente as principais notícias sobre blockchain. Como resultado dessa popularização, estamos vendo dezenas, talvez centenas de esforços, muitas vezes tardios, de grandes empresas para angariarem certa popularidade no âmbito tecnológico, como por exemplo, a KodakCoin.

Segundo Mitchell Sapoff, co-fundador da TRYPTO, empresa que utiliza o blockchain na resolução entre disputas de clientes e companhias aéreas e hoteleiras, muitas das ICOs lançadas são ilegítimas, não por serem fraudes, mas por não possuirem uma utilidade clara.  “Eles estão apenas se apoiando na blockchain em uma tentativa de levantar dinheiro e visibilidade”.

Porém, existem grandes projetos ICOs em andamento. O Telegram, aplicativo de mensagens distribuídas, agora desenvolve arquitetura de blockchain já arrecadou U$ 850 milhões à frente do ICO público, o que é considerado por Sapoff algo legítimo. O Telegram largou na frente, já operava com uma infraestrutura distribuída e criptografara por anos antes do boom do blockchain.

#2 NÃO É SIMPLESMENTE “VAMOS ADICIONAR BLOCKCHAIN”

Para muitas empresas, o desejo de adotar o blockchain como uma jogada de marketing, pode parecer uma estratégia tentadora, uma vez que a imagem transmitida é que a empresa está a frente dos tempos, mas a longo prazo, as tentativas superficiais de capitalizar a tendência do blockchain não serão positivas para o caixa da empresa.

A grandiosa IBM, empresa que faz parte do FORTUNE 500, tem investido em anúncios em que divulga o serviços de Blockchain. É possível encontrar até um perfil do Twitter oficial especifico para esse assunto. O site, apresentam materiais que dão aos usuários as possibilidades de usufruir do serviço de forma rápida e barata. É possível configurar chamadas e conversas, e têm até certificados garantindo que sabem do que estão falando. Afirmam abertamente que estão usando o Hyperledger para sua blockchain. No então, não é possível encontrar projetos ou aquisições fora da IBM. Seria mais uma iniciativa visando marketing?

#3 QUEM SÃO OS ESPECIALISTA EM BLOCKCHAIN?

O Blockchain não é fácil de entender, diferente de outra tecnologias como VR ou AR que são facilmente entendidas após a leitura de um ou dois textos. É um sistema verdadeiramente complexo, que requer milhares de horas para entende-lo plenamente.
Afinal, quem são os especialistas no assunto?

Você vai se surpreender com a resposta..

Alunos de universidade, segundo esse artigo. Nos últimos anos diversas universidades (MIT, Duke, UC Berkeley) lançaram clubes de estudo de blockchain no campus. Muitos universitários estão construindo seus próprios produtos em blockchain ou até mesmo iniciando suas próprias consultorias.

Mas como sabemos que são especialista em blockchain?

Não há uma certificação universal ou patente para provar este conhecimento. Para o fundador da TRYPTO, isso vem na forma de compreensão por meio da intensão, segundo Spoff, boas ideias entendem o potencial do blockchain para devolver o poder de decisão às pessoas.

Com base em um mercado de previsão descentralizado, a empresa Augur possibilita esse potencial. Destaque na Forbes, a Augur, usa contratos contábeis inteligentes para reduzir as taxas e evitar a manipulação do operador de mercado.

Plataforma de negociação Ethereum P2P (Peer-to-peer) a Airswap foi divulgada pelo New York Times e Bloomberg. Eles oferecem um serviço onde os usuários podem facilmente e livremente trocar e diversificar seus portfólios de token, uma ferramenta vital quando os novos tokens e moedas estão sendo criados todos os dias. A Airswap tem quase 10.000 usuários em mais de 135 países. 

#4 O BLOCKCHAIN PARA EMPRESAS CRESCE A PARTIR DE IDEIAS

O Blockchain para empresas tem um potencial inacreditável como a espinha dorsal de aplicativos descentralizados, que se direcionados aos consumidores, poderiam decolar da mesma forma que os aplicativos móveis fizeram uma década atrás.

A primeira empresa a ter sucesso usando blockchain será aquela que encontrar uma aplicação prática para o consumidor da tecnologia.

“Comece olhando para áreas tangíveis de blockchain como contratos inteligentes”, sugere David Bridges, o primeiro especialista da Blockchain Certified em Edmonton e o COO da CompuVision. “Isso pode ajudar a entender o modelo de blockchain, dividindo-o em áreas de aprendizado que podem ser aplicáveis ao negócio.”

As muitas aplicações do blockchain para criar criptomoedas, contratos inteligentes e aplicativos descentralizados podem ser aplicadas de várias maneiras. Não precisa ser mais um último grito de relevância por meio de um token criptográfico. É claro que a verdadeira criatividade e valor são raros para qualquer produto em qualquer campo, mas, idealmente, antes de criar um produto, essas empresas precisam de ideias. Ou pelo menos eles devem contratar pessoas que o façam.

 


  • Conrado Carneiro
  • Diretor de Negócios
  • Diretor de negócios na Usemobile atua diretamente na criação de produtos: Da ideia ao lançamento. Apaixonado por tecnologia, tem como hobby o estudo de UI/UX mobile. Atleticano por opção! "As pessoas vêem aquilo que elas querem ver"

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