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Internet das coisas: como ter sucesso com seu produto!

A Internet das Coisas, ou Internet of things (IoT), tem ganhado cada vez mais espaço no mercado mundial. De acordo com previsões feitas pela Gartner, existirão cerca de 20,4 bilhões de “coisas” conectadas até em 2020. Serão apenas 3 anos até esse mercado alcançar uma receita de 3 trilhões de dólares.

Ao desenvolver um produto de internet das coisas, tenha em mente que ele não deve apenas se conectar com a internet. Existem vários produtos, como alguns wearables, que conectam-se com outro dispositivo e não melhoram a vida do seu usuário.

Antes de pensar no desenvolvimento do seu produto IoT precisamos analisar 4 pontos:

Identidade da Marca

Quando se fala em identidade da marca, a primeira coisa que vem na cabeça das pessoas é a logomarca. Na verdade, a identidade é a percepção que as pessoas têm de sua marca, é a história que sua empresa contará para as pessoas. Ela deve ser convincente e ser a primeira coisa a vir na cabeça do usuário ao ouvir o nome da sua marca.

Um exemplo de identidade é a Volvo. Quando ouvimos o nome da marca, pensamos em carros com elevado grau de segurança. Sua logomarca é a segunda coisa que nos remete quando escutamos seu nome.

Outro exemplo é a GoPro. A primeira coisa que vêm em nossas mentes ao ouvir o nome é a alta resolução das imagens da câmera e as pessoas as utilizando em situações de aventuras. Muitas pessoas nem conhecem a logomarca, apenas o produto e sua finalidade.

Como os produtos de Internet das coisas são produtos mais luxuosos, eles não representam uma necessidade ao usuário. Então deve-se criar argumentos consistentes e convincentes, que seus consumidores terão certeza que aquele produto irá facilitar muito a vida deles. Ao escutar o nome do seu produto, o que agrega valor é o que deve vir a mente dele em primeiro lugar.

Experiência do usuário

Quando se pensa em experiência do usuário, é normal pensar em seu Produto Mínimo Viável (MVP). Porém um MVP é criado por engenheiros para engenheiros, e não com o foco no consumidor final.

Para garantir o sucesso do lançamento, os primeiros usuários devem amar seu produto. Assim surge o conceito de Produto Mínimo Amável (MLP), que é a versão com as funções mínimas do seu produto que garantirão que as primeiras pessoas a usarem amem seus produtos.

Mlp vs Mvp internet das coisas

Com todos amando as funções que seu produto de Internet das coisas apresenta, apesar de ainda serem poucas, elas serão leais e indicaram aquele produto. Não será apenas mais um produto que elas usam e que não comentam com ninguém.

Por isso, ao se contratar um designer, é extremamente importante que ele tenha foco no usuário final. Seu designer de produto deve pensar em como deixar tudo fácil e intuitivo para o usuário.

Por exemplo, sua empresa quer lançar um smartwatch para aumentar sua produtividade de seus funcionários. Mapeia-se os processos e define-se quais as funções podem diminuir os gargalos. Se optarem pelo MVP, provavelmente as pessoas não conseguirão acessar aquelas funções intuitivamente. Esse fato gerará uma resistência a implementação do smartwatch e de outras novas ideias, o que não aconteceria se tivessem optado pelo MLP.

No exemplo acima percebemos a diferença entre um design focado na experiência do operador e um não. Fica claro qual dos dois seria melhor aceito pelos usuários e qual apresentaria maior resistência.

Product/Market fit

Esse é o momento do empreendedor procurar o encaixe perfeito entre o seu produto e o mercado. Nada adianta ter-se um produto amável, mas que não apresenta utilidade para o mercado.

le deve identificar aquele lugar no qual o produto satisfaça as necessidades das pessoas, mas também tenha compradores potencial. Como abordamos no começo do texto, em 2020 o mercado de internet das coisas alcançará 3 trilhões de dólares em receita.

product market fit internet das coisas

Steve Blank aborda algumas dicas sobre esse processo em seu livro “Do sonho a realização em 4 passos”.

Como fazer minha estratégia de desenvolvimento para internet das coisas?

O primeiro passo para fazer uma estratégia de desenvolvimento para seu produto de internet das coisas é conhecer e entender o mercado. A matriz SWOT é uma excelente ferramenta para te ajudar. Com ela é possível definir as forças e fraquezas, assim como as dificuldades e oportunidades do seu negócio.

Faça uma análise de tendências do mercado de Internet das coisas e identifique o ponto que mais gera interesse aos consumidores. Invista no que eles realmente precisam, garantindo um mercado consumidor razoável.

Desenvolva um protótipo através do seu MLP definido anteriormente, calculando todos os custos do processo. O protótipo confirmará o desejo das pessoas e fará com que a versão final seja fácil de usar.

Faça com que o software ou aplicativo se conecte fácil ao dispositivo de internet das coisas que você está lançando. Você não quer perder um consumidor por não conseguir parear os dois dispositivos.

Tenha certeza que você contratou o time ou empresa certa para desenvolver todos projetos. Só o estudo e a boa execução de cada etapa é que garantirá o sucesso de seu produto!

Tem alguma dúvida sobre alguma etapa do processo? Tem uma ideia de produto de internet das coisas? Utiliza algum dispositivo que gosta ou que já teve dificuldade? Deixe suas experiências nos comentários!


  • Daniel Madureira
  • Gerente de marketing
  • Mineiro de Divinópolis, amante do futebol e cruzeirense apaixonado. Adorador de tecnologia e marketing digital. Graduando em Engenharia de Produção. Gosta de uma boa resenha e de contos medievais nas horas vagas. Quem tiver interesse em saber mais é só seguir no Instagram @danielmadureira94