Home office: como garantir a cibersegurança

Em tempos de adversidades como o Covid-19, as formas de trabalhar precisam passar por mudanças. Mas o trabalhar remotamente vai além de um período de pandemia como a humanidade está passando com o novo coronavírus. Até porque a nossa caminhada para a indústria 4.0, ou quarta revolução industrial, tem nos levado a diversas alterações nos planos de negócios, criação e apagamento de profissões, mudanças nos pré-requisitos das vagas de emprego e mais.

Todo este cenário já está em andamento — e sem perspectiva de pausas. Essa é uma constatação confirmada pelo ADP Research Institute com sua pesquisa “A evolução do trabalho”, cujas necessidades e mudanças do ambiente do trabalho são colocadas em questão. 

E, como já esperado, o home office é uma tendência em alta. Afinal, como grande parte dos futuros trabalhos irão migrar da força braçal pelo esforço intelectual, muitas das atividades não irão exigir presença. Por isso que discutir e prevenir sobre a segurança digital é tão importante. Vale a pena mencionar que está previsto que o mercado de cibersegurança exceda 300 bilhões de dólares até 2024, de acordo com estimativa da Global Market Insights.

Como ninguém quer ser prejudicado e garantir que todas as informações fiquem única e exclusivamente onde elas deveriam estar, aqui vão algumas dicas de como garantir a segurança digital dos notebooks, computadores, senhas e quaisquer correlacionados.

1- Atenção com as senhas

Não tenho dúvidas que você já viu diferentes critérios para fortalecimento de senhas e indicadores de força: fraca, média ou forte. Essas recomendações não são à toa, mas disso você já sabe.

Como podem existir casos de precisar acessar as informações do seu trabalho pelo seu computador pessoal, recomendo vigorosamente que você crie senhas fortes para seus logins — além de alterá-las com uma certa frequência. Pode parecer coisa de filme e desnecessário, mas te digo que não é.

E toda vez que você ver algo suspeito nas suas contas e no seu computador, altere todas as senhas imediatamente sem pensar duas vezes. Sempre lembrando de acrescentar à senha: letras minúsculas e maiúsculas, números, pontuações e símbolos.

2- Fique de olho nos dispositivos móveis

E já que estávamos falando de login, é importante também manter os olhos nos dispositivos móveis. A facilidade de acessar tudo com o celular pode ser um risco também. Então, se tiver como, coloque passos de verificação toda vez que for fazer um login pelo celular ou qualquer outro dispositivo móvel. O mesmo vale para os computadores. Afinal, muitos dos nossos cadastros em sites são concluídos após verificação com código recebido por SMS ou similares.

Mas, na verdade, o ideal é não ter contas empresariais misturadas nos seus dispositivos móveis (e também nos computadores pessoais), especialmente porque perder um celular não é impossível.

3- Cuidado com dispositivos periféricos externos

Pendrives, HDs externos, CDs e quaisquer outros dispositivos de armazenamento por USB. Cuidado. Espete somente dispositivos que você tem total certeza de que estão limpos de vírus e quaisquer outras formas de malware. Experimente formatá-los, preferencialmente em outra máquina, antes de fazer uso deles.

Contudo, melhor do que armazenamentos externos, opte por usar nuvem.

4- Use certificados digitais e criptografia

Bastante comum em bancos, os certificados digitais são ligados aos bancos de dados com informações pessoais como CPF. Assim fica fácil de verificar a identidade da pessoa que está fazendo acesso à alguma conta.

Aliada aos certificados está à criptografia. Com ela, somente o receptor do código criptografado será capaz de desvendar os segredos da chave para liberar a criptografia. Um tipo bastante interessante de ser usado é a homomórfica, a mesma usada no Whatsapp — também chamada de ponta-a-ponta. Este modelo permite trabalhar com a mensagem sem precisar decodificá-la e protege ainda mais a informação, porque só o emissor e receptor saberão o conteúdo escondido nas chaves de criptografia.

5- Mantenha o antivírus atualizado 

A famosa frase “as definições de vírus foram atualizadas” não foi tão ouvida por nós sem motivo. Ter um antivírus que faça atualizações constantes de seus patches é essencial para manter nossos computadores em segurança.

A produção de novos malwares nunca vai parar, então os programas defensores devem acompanhar esse crescimento para combatê-los antes que seja tarde demais. Por isso, contrate um antivírus e mantenha-o sempre atualizado.

Digo “contratar”, pois, ainda que existam muitas opções boas gratuitas por aí, algumas versões pagas oferecem recursos e ferramentas que garantem uma melhor cobertura de segurança dos dispositivos. Você pode conhecer algumas opções gratuitas e pagas aqui.

6- Desconfie de links

Recebeu um e-mail suspeito ou viu um link estranho em algum site? Desconfie e não clique. Se for clicar, tenha pelo menos um antivírus atualizado instalado, como acabamos de ver.

Esteja sempre desconfiado de tudo na internet, especialmente porque podemos cair em armadilhas e colocar nossos dispositivos em risco e sofrer de phishing, isto é, roubo de dados.

7- Use servidores protegidos de DoS

Existe um outro tipo de armadilha que pode colocar nossos dispositivos em risco sem sequer sabermos. Há malwares feitos por hackers que são capazes de transformar o seu computador ou celular em um zumbi para desferir ataques DoS, ou Denial of Service. Isto é, sobrecarregar um sistema ou servidor com tantas solicitações que o levam a um blackout, vulnerabilizando sua segurança e facilitando o acesso indevido.

Isso acontece quando um hacker consegue escravizar seu computador para obedecer as ordens dele. Porém, mais de um dispositivo pode estar sob o controle mal intencionado, configurando num Distributed Denial of Service. Em outras palavras, distribuição de negação de serviço, acometido quando múltiplos computadores zumbis atacam um mesmo sistema até sobrecarregá-lo por completo.

Para evitar enfrentar esse tipo de problema, use somente servidores que te garantem proteção contra tipos de ataques DoS. Para garantir ainda mais sua segurança digital, verifique sempre o tráfego de rede que seu computador, ou servidor, está conectado. Em caso de envio de pacotes enquanto você não está usando a internet, desconfie, pois isso pode ser um sinal de que seu dispositivo está à mercê de algum hacker. A internet lenta mesmo sem uso intenso também pode ser um sinal de alerta.

Concluindo

Use somente servidores, dispositivos periféricos e ferramentas que você confia; e tenha o dobro de atenção com qualquer sinal suspeito. Sua segurança digital também depende de você.

Você tem alguma outra dica para dar? Deixe aí nos comentários! Aproveite também e envie este conteúdo para aqueles que também estão trabalhando em regime home office.


  • Taysa Bocard
  • Analista de marketing
  • O interesse pela tecnologia e desejo por conhecimentos variados sempre fizeram parte de mim, isso desde a infância. Esse desejo pueril refletiu no meu cotidiano: sou jornalista engajada nas "techs". Porém, a busca pelos saberes não é a parte mais gratificante da minha atuação. Na verdade, o que mais me empolga é passar as informações para frente.

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