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Mercado varejista: como a experiência móvel revoluciona as compras

Nos dias de hoje, cada vez mais as pessoas têm voltado sua atenção às tecnologias móveis para a realização de suas vontades. Seja para adquirir objetos, viajar ou até mesmo tomar um café, os dispositivos móveis estabilizam-se como instrumentos para facilitar as formas de consumo do cliente. Este, por sua vez, exige que as empresas respondam de acordo e viabilizem essas vendas de maneira simples e prática. Quando se trata de comprar, os usuários querem experiências mobile que sejam imediatas, relevantes e livre de impedimentos. As apostas nessa área estão altas no mercado varejista, principalmente levando em conta que agora 30% de todas as compras online ocorrem por meio de celulares.

Recentemente, a empresa Alibaba revelou que obtém mais lucro dos 427 milhões de clientes que compram por smartphones do que consumidores normais. Em 2016, o eBay anunciou que mais de 9,5 bilhões de dólares em vendas foram realizadas por meio de celulares. Estes números impressionantes demonstram que as compras por mobile vieram para ficar, e resta às empresas se adaptarem a um mercado cada vez mais portátil. Nesse contexto os aplicativos móveis surgem como auxiliares dos vendedores, oferecendo ferramentas de inovação e evolução constante. No artigo a seguir, você ficará sabendo como as tecnologias móveis têm mudado (e mudarão ainda mais) o mercado varejista, e como elas podem ajudar o seu negócio.

Chega de filas

A Amazon está testando um protótipo de mercado sem filas e sem caixas. Graças a esforços combinados entre aprendizado de máquinas, visão digital e inteligência artificial, em breve os clientes poderão entrar nas lojas, pegar os produtos que desejam e simplesmente sair pela porta da frente, sem qualquer interação humana. Os clientes deverão baixar um aplicativo, que é escaneado na porta antes dele entrar no estabelecimento. A partir daí, qualquer produto que ele levar consigo será automaticamente detectado e o valor descontado de sua conta bancária.

Faça você mesmo

A rede de supermercados britânica Tesco inovou a forma de fazer compras com a introdução do Pay Plus, um aplicativo que permite ao cliente, entre outros recursos, escanear ele mesmo os produtos que pretende levar para casa, eliminando a necessidade de descarregar o carrinho no caixa. O cliente pode juntar pontos e trocá-los por prêmios exclusivos ao fazer compras usando o app, além de manter um histórico de produtos adquiridos. Uma vantagem do aplicativo é que ele pode ser utilizado mesmo se não houver sinal de Internet no local, um recurso cada vez mais presente nos aplicativos de compra. O Walmart implementou um sistema semelhante após investir bilhões de dólares em tecnologias do mercado varejista digital, e está colhendo bons frutos: a empresa teve um crescimento de 1,8% (3,5 bilhões) nas vendas no segundo trimestre de 2017.

Treinamento imersivo

Os investimentos do Walmart em tecnologias emergentes não se limitam apenas às mudanças provenientes dos aplicativos móveis, incluindo um ambicioso projeto de treinar 140 mil trabalhadores nos Estados Unidos usando realidade virtual. Neste programa, os funcionários deverão lidar com situações adversas sem se preocuparem com repercussões negativas. No começo deste mês, a empresa surpreendeu ainda mais ao adquirir a Spatialand, uma startup de realidade virtual, com o objetivo de transformar também o processo de compra em uma experiência imersiva. Recentemente, a brasileira Magazine Luiza cresceu assombrosos 510,5% ao aplicar uma estratégia semelhante de inovação tecnológica, com maior atenção à experiência online do consumidor, ao valor de uma equipe multidisciplinar e de um plano omnichanel para suas plataformas de venda e marketing.

 

O que preciso ter em mente para o mercado varejista?

É um fato que todas as grandes varejistas oferecem hoje instrumentos para que clientes possam comprar pelos celulares, seja por meio de sites em versão mobile ou apps próprios e dedicados. Desenvolver um app para sua loja é uma ótima forma de consolidar sua marca e sair na frente em relação aos seus concorrentes.

Mas o que hoje é um diferencial competitivo pode se tornar uma exigência mínima no futuro, ainda mais considerando que em 2017 aplicativos móveis foram baixados 197 bilhões de vezes ao redor do mundo, e que o número de usuários de smartphones deverá continuar crescendo exponencialmente até 2030. É natural concluir que as empresas do mercado varejista que não se adaptarem ficarão para trás. Separamos algumas dicas básicas de elementos que precisam ser observados se você pretende desenvolver um aplicativo móvel para o seu varejo.

  1. Crie uma estratégia eficiente e compreensiva. Abundam no mercado exemplos de aplicativos de compra abandonados quase que instantaneamente devido às dificuldades ou impedimentos na experiência do consumidor. Cientificamente falando, tudo o que seus clientes mais querem é uma maneira fácil, prática e rápida de comprar na sua loja, sem dores de cabeça ou complicações desnecessárias.
  2. Escolha os recursos adequados. Notificações push, a capacidade de visualizar os produtos detalhadamente, imagens alternadas e checkouts em um ou dois passos são algumas das novas ferramentas que podem impulsionar o seu negócio.
  3. Conheça seu alvo. Não desperdice tempo ou recursos com um público que não utilizará seu app ou não tem interesse pelos seus produtos. Saiba exatamente o que seus clientes esperam do seu app e forneça isso a eles.
  4. Menos é mais. Quanto mais complexa a experiência de compra, maior as chances de afastar potenciais clientes. Tenha certeza de que seu app funciona de forma simples e intuitiva. Evite interfaces confusas ou cheias de informação.
  5. O cliente vem primeiro. Entenda as necessidades e os desejos do seu cliente, e o sucesso virá naturalmente. Não poupe esforços para colher e interpretar dados e feedback, transformando números em resultados concretos. Essa é uma forma de estabelecer lealdade, e quem gosta indica
  6. Preze pela qualidade. Não adianta reciclar o template do site do seu varejo, acrescentar uns botões e chamar de aplicativo. Você precisa criar um aplicativo do zero, dedicado e com funcionalidades bem pensadas e executadas.
  7. Use a melhor opção. O mundo digital se transforma rapidamente, então é importante que você não esteja usando uma tecnologia ultrapassada no seu aplicativo. Uma tecnologia inferior se traduz em uma experiência inferior à oferecida pelos seus competidores, e isso pode ser definitivo na hora de estabelecer sua marca.
  8. Deixe na mão de quem sabe. Consulte especialistas do desenvolvimento de apps, pois eles saberão dizer exatamente o que precisa ser feito para que seu projeto saia do papel. Um aplicativo é um investimento delicado e deve ser pensado a longo prazo, com uma equipe de profissionais capaz de cumprir com as suas demandas e necessidades.

O maior investimento nas tecnologias em ascensão levam à maior eficiência e a uma melhor experiência do consumidor. Consequentemente, estes fatores levam a um maior lucro, e este fato têm sido cada vez mais observado pelas grandes representantes do mercado varejista internacional. Frente a estas mudanças, os motivos e as vantagens de inovar são diversos. Ficou alguma dúvida ou tem uma ideia de aplicativo para transformar de uma vez por todas o seu negócio? Entre em contato com a gente!


  • Caio Aniceto
  • Estudante de Jornalismo. Protótipo de artista. Gamer, cinéfilo e comediante nas horas vagas. Amante do marketing criativo, das campanhas virais e das narrativas transmídia. Praticante das ciências ocultas e defensor inveterado da Tecnocracia. Jura que foi um androide na vida anterior.