A revolução dos Apps de turismo

Se você é um viajante mais antigo com certeza vai se lembrar desta cena: quando você queria viajar a única forma era ir até uma agência de viagem onde um agente te venderia um pacote fechado ou ficaria ao telefone repetindo Fox, Tracy 1234…

Pra quem não viveu essa época a primeira letra dessas palavras era o código do vôo que o agente estava reservando direto na Companhia Aérea. E após alguns bons minutos, talvez horas, você saída da agência de turismo com o vôo FT1234 reservado. Outra fábula era o hotel. A agência fornecia um cardápio bem restrito dos hotéis disponíveis (no caso, os que ela tinha convênio). Nesse “cardápio” constava uma foto, o preço e a classificação por estrelas.

Você escolhia embasado nessa quantidade “enorme” de informações, e o agente, mais uma vez, ligava e soletrava o seu nome usando o mesmo esquema do Fox, Tracy, Delta… a primeira letra da palavra compunha uma letra do seu nome. Que Trampo!!! O bom agente de viagem era aquele que falava um inglês perfeito, que sabia de cor as palavras universais do esquema Fox, Tracy e que dava boas referências de hotéis.

Com o passar dos anos e o avanço galopante da tecnologia, muita coisa mudou na seara do turismo. Atualmente, é possível programar toda uma viagem deitado no seu quarto, usando apenas um smartphone, e o melhor, sem as tão temíveis surpresas desagradáveis de viagem.

Das cartas ao e-mails

O primeiro avanço veio com o e-mail dos hotéis. Afinal, quem nunca ficou inseguro em ter que falar por telefone com um atendente de hotel em outra língua, que atire o primeiro passaporte.

Com o e-mail dava pra pedir pra aquele amigo fluente escrever o e-mail com as datas, o nome do hóspede e o tipo de quarto e depois era só levar o e-mail de confirmação para o amigo traduzir e ficava tudo certo. Sem o estresse de encarar a fatídica ligação em inglês com um atendente húngaro.

Compras pela internet

Depois veio, o que pra mim foi a maior das evoluções, a compra de passagem pela internet. Gente, só quem passou pela agência de turismo sabe o que é não saber exatamente o que você está comprando.

Com o site das companhias aéreas liberado para todos, pesquisar destino, rotas, preços e datas ficou muuuuito mais fácil. Escolher vôos com as escalas mais adequadas, comparar as tarifas entre as companhias… me arrisco a dizer que foi esse marco que provocou o grande boom do turismo.

Afinal, com a pesquisa mais facilitada e o poder de escolha totalmente na mão do viajante (e não mais só na mão do agente de turismo) as companhias aéreas tiveram que se atentar para a concorrência. Os preços caíram, as rotas aumentaram, o serviço melhorou.

Apps de turismo – A grande revolução

Então veio o segundo salto: Booking.com. Gente, o Booking.com veio desbravando esse mato que era reservas pela internet. Lembro muito bem da minha própria resistência inicial. Reservar, pagar e acreditar que no dia que você chegasse ao seu destino o seu hotel estaria te esperando, tudo isso sem ter que falar diretamente com o hotel. Não era magia, era tecnologia!

Apesar da minha resistência inicial, o Booking me ganhou quando me mostrou fotos reais e avaliações dos hóspedes. Saber o que esperar do seu hotel, não tem preço. Além disso, a possibilidade de comparar milhares de hotéis foi muito libertador.

De lá pra cá muita coisa mudou. O mercado do turismo mudou muito e a força motriz dessa mudança radical, sem dúvida foi a tecnologia. Hoje o viajante tem o que precisar na ponta dos dedos. Comprar passagens, reservar hotéis, definir roteiros, programar translados, reservar restaurantes, comprar ingressos… tudo isso a um click de distância.

Experiência em primeiro lugar

Aí, quando pensamos que tudo já estava desbravado, a tecnologia nos forneceu os Aplicativos de “Experiência”. Quando você, viajante old school, poderia imaginar que seria possível passar férias na casa de um nativo? Ou comer aquele Magret de Canard feito por um parisiense em sua própria casa?  Ou dormir no meio do deserto do Sahaara? Pois é, meus amigos, o AirBnb, o Dinner, o Tripadvisor, o Hostelworld e até o Google Maps podem te proporcionar experiências incríveis. Basta estar com a mente aberta e ter um smartphone.

Hoje em dia chego a achar graça da minha resistência ao Booking.com, pois virei a louca dos aplicativos de viagem. Pesquiso sobre destinos no TripAdvisor, vou atrás dos voos mais baratos nos Apps de pesquisa de passagem aérea como Skyscanner e Kiwi, reservo meus hotéis pelo booking.com, mas também já tive ótimas experiências de hospedagem no AirBnb e no Hostelworld.

Alugo carro, agendo Uber, escolho qual o melhor assento do avião, reservo restaurantes, descubro quais as baladas mais animadas da cidade e tudo isso sem ainda ter saído da minha casa.

Enfim, no caso do mercado de turismo, podemos dizer que a tecnologia literalmente reduziu distâncias, afinal ir à Sibéria dormir com os esquimós ficou tão fácil quanto pedir uma pizza. Por falar em pizza, já usou o Ifood hoje?


  • Tatiana Bartolomeu
  • Analista Financeira
  • Ansiosa e perfeccionista como toda boa virginiana. Fisioterapeuta por formação, mas descobri no mercado financeiro minha grande paixão. Pós graduada em Economia e Finanças, com certificação CPA-10 e CPA-20 pela ANBIMA. Viagens, vinhos, livros, gráficos, balancetes e amigos.... esse é meu mundo!

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